História crime da minha casa

Dia da consciência negra de quem?

2020.11.20 14:44 Eu_Sou_o_Dougras Dia da consciência negra de quem?

Dia da consciência negra de quem?
Nessa noite na Universidade tivemos um debate sobre o Dia da Consciência Negra. Participei e falei sobre Alcides Nascimento Lins, um jovem pobre, NEGRO, morador da Vila Santa Luzia, Bairro da Torre, Recife. Alcides passou em 1º lugar no curso de Biomedicina, na UFPE.
Alcides usava os livros didáticos oferecidos pela escola pública onde estudou e também usava livros encontrados por sua mãe, que é catadora de lixo, para estudar para o exame de admissão na UFPE. Era o primeiro da família a ingressar numa universidade e a cursar um ensino superior.
Quando já estava cursando o 5º período do curso, Alcides foi brutalmente assassinado em sua casa. Seus algozes, dois, ambos reincidentes e em condicional, assassinaram Alcides por pensarem ser um traficante de uma gangue rival ou por ser um devedor do tráfico, não recordo muito bem. O curioso é que os assassinos também eram negros!
Terminei o debate indagando: existe alguma proibição para negros ingressarem em universidades públicas ou até em particulares por meio do ProUni ou em qualquer outro concurso? Tem alguém que aponta o dedo na cara dessas pessoas e dizem a elas que não são capazes de estudarem num curso superior? Por que tratam o caso de Alcides como apenas uma exceção e não como uma regra, como exemplo de superação, dedicação e de gana daquilo que você busca pra sua vida? Por que acham ser suficiente dar apenas o nome dele a uma escola pública como forma de "consolação"?
É isso que me deixa frustrado, e que me deixou muito frustrado hoje... ouvir, explicitamente, que o caso de Alcides foi apenas uma "exceção", transformando a força de vontade dele em praticamente NADA! E sem falar na lei da impunidade que assola nesse país, onde nós somos todos os dias mortos! Mortos por bandidos sanguinários que gostam de praticar os seus crimes, pois são crentes da "lei da impunidade" que há nesse país.
"Direitos Humanos", alguns dizem. O bandido entra para o mundo do crime pois não tinha outras "oportunidades"... então o que aconteceu com Alcides? Por que ele não entrou pro mundo do crime, como todos os outros negros "iguais" a ele? AONDE ESTAVAM OS DIREITOS HUMANOS QUANDO ELE ERA ASSASSINADO A SANGUE FRIO NA PRÓPRIA CASA?
Ah! Direitos Humanos... Os Direitos Humanos só estão preocupados em passar a mão na cabeça de pessoas do tipo que mataram Alcides e que matam a nós todos os dias nesse país! Para eles, Alcides se tornou uma estatística para usar contra o "sistema opressor" que eles mesmos criaram, quando segregam ainda mais os negros da sociedade com cotas e coisas do gênero e a estimular ainda mais a luta de classes, raças e cores.
Enquanto "existirem Alcides" nesse país, o termo "vítima da sociedade", pra mim, jamais será aceito pra definir pessoas que entram para o mundo do crime! E os únicos racistas serão as pessoas que defendem as cotas raciais, cujo segregam ainda mais os negros de toda a sociedade. Como eu dizia desde a época do ensino fundamental:
"—O verdadeiro racista é aquele que, quando entra numa sala de aula ou em algum recinto, a primeira coisa que faz é contar quantos negros tem ali dentro!" (independente do motivo).
Eu ainda me lembro quando eu estava numa sala de aula quando entrou uma mulher, que pediu para que, categoricamente, os alunos levantassem os braços de acordo com as cores e etnias que falava, com a finalidade de realizar uma contagem. Eu, naquela ocasião, não levantei as mãos NENHUMA DAS OCASIÕES, seja pra negro, pardo, branco ou indígena. Pra mim, desde aquela época, aquilo era totalmente irrisório. E não muito importante ressaltar aqui, mas quero deixar registrado: sou filho de uma mulher branca e de um pai preto!
Alcides, esteja onde estiver, saiba que você, além do meu pai e da minha mãe, é um exemplo na minha vida! Seu exemplo será transcendido aos meus filhos e aos meus netos e a todas pessoas que eu julgar necessário conhecerem sua história! Pra mim, você não é uma mera exceção, VOCÊ É A REGRA!!! Você é a regra para que todas as pessoas possam seguir aquilo que tanto almejam, que possam ser o que quiserem com esforço e dedicação. Quem sabe algum dia nos conheceremos e que eu possa demonstrar o quão admirado sou por sua vida! Obrigado, Alcides!

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2020.11.20 14:39 Eu_Sou_o_Dougras Dia da consciência negra de quem?

Dia da consciência negra de quem?
Nessa noite na Universidade tivemos um debate sobre o Dia da Consciência Negra. Participei e falei sobre Alcides Nascimento Lins, um jovem pobre, NEGRO, morador da Vila Santa Luzia, Bairro da Torre, Recife. Alcides passou em 1º lugar no curso de Biomedicina, na UFPE.
Alcides usava os livros didáticos oferecidos pela escola pública onde estudou e também usava livros encontrados por sua mãe, que é catadora de lixo, para estudar para o exame de admissão na UFPE. Era o primeiro da família a ingressar numa universidade e a cursar um ensino superior.
Quando já estava cursando o 5º período do curso, Alcides foi brutalmente assassinado em sua casa. Seus algozes, dois, ambos reincidentes e em condicional, assassinaram Alcides por pensarem ser um traficante de uma gangue rival ou por ser um devedor do tráfico, não recordo muito bem. O curioso é que os assassinos também eram negros!
Terminei o debate indagando: existe alguma proibição para negros ingressarem em universidades públicas ou até em particulares por meio do ProUni ou em qualquer outro concurso? Tem alguém que aponta o dedo na cara dessas pessoas e dizem a elas que não são capazes de estudarem num curso superior? Por que tratam o caso de Alcides como apenas uma exceção e não como uma regra, como exemplo de superação, dedicação e de gana daquilo que você busca pra sua vida? Por que acham ser suficiente dar apenas o nome dele a uma escola pública como forma de "consolação"?
É isso que me deixa frustrado, e que me deixou muito frustrado hoje... ouvir, explicitamente, que o caso de Alcides foi apenas uma "exceção", transformando a força de vontade dele em praticamente NADA! E sem falar na lei da impunidade que assola nesse país, onde nós somos todos os dias mortos! Mortos por bandidos sanguinários que gostam de praticar os seus crimes, pois são crentes da "lei da impunidade" que há nesse país.
"Direitos Humanos", alguns dizem. O bandido entra para o mundo do crime pois não tinha outras "oportunidades"... então o que aconteceu com Alcides? Por que ele não entrou pro mundo do crime, como todos os outros negros "iguais" a ele? AONDE ESTAVAM OS DIREITOS HUMANOS QUANDO ELE ERA ASSASSINADO A SANGUE FRIO NA PRÓPRIA CASA?
Ah! Direitos Humanos... Os Direitos Humanos só estão preocupados em passar a mão na cabeça de pessoas do tipo que mataram Alcides e que matam a nós todos os dias nesse país! Para eles, Alcides se tornou uma estatística para usar contra o "sistema opressor" que eles mesmos criaram, quando segregam ainda mais os negros da sociedade com cotas e coisas do gênero e a estimular ainda mais a luta de classes, raças e cores.
Enquanto "existirem Alcides" nesse país, o termo "vítima da sociedade", pra mim, jamais será aceito pra definir pessoas que entram para o mundo do crime! E os únicos racistas serão as pessoas que defendem as cotas raciais, cujo segregam ainda mais os negros de toda a sociedade. Como eu dizia desde a época do ensino fundamental:
"—O verdadeiro racista é aquele que, quando entra numa sala de aula ou em algum recinto, a primeira coisa que faz é contar quantos negros tem ali dentro!" (independente do motivo).
Eu ainda me lembro quando eu estava numa sala de aula quando entrou uma mulher, que pediu para que, categoricamente, os alunos levantassem os braços de acordo com as cores e etnias que falava, com a finalidade de realizar uma contagem. Eu, naquela ocasião, não levantei as mãos NENHUMA DAS OCASIÕES, seja pra negro, pardo, branco ou indígena. Pra mim, desde aquela época, aquilo era totalmente irrisório. E não muito importante ressaltar aqui, mas quero deixar registrado: sou filho de uma mulher branca e de um pai preto!
Alcides, esteja onde estiver, saiba que você, além do meu pai e da minha mãe, é um exemplo na minha vida! Seu exemplo será transcendido aos meus filhos e aos meus netos e a todas pessoas que eu julgar necessário conhecerem sua história! Pra mim, você não é uma mera exceção, VOCÊ É A REGRA!!! Você é a regra para que todas as pessoas possam seguir aquilo que tanto almejam, que possam ser o que quiserem com esforço e dedicação. Quem sabe algum dia nos conheceremos e que eu possa demonstrar o quão admirado sou por sua vida! Obrigado, Alcides!

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2020.11.19 20:32 NotIdeas Moreno Jair bolsonaro está tipo:

Moreno Jair bolsonaro está tipo: senhoras e senhores governadores, senhoras e senhores senadores e deputados federais. Senhoras e senhores chefes de missões estrangeiras acreditados junto ao governo brasileiro.
Minha querida esposa Michelle, da aqui vizinha Ceilândia. Meus filhos e familiares aqui presentes —a conheci aqui na Câmara 2. [Michelle foi sua assessora de gabinete]
Brasileiros e brasileiras. Primeiro, quero agradecer a Deus por estar vivo. Que, pelas mãos de profissionais da Santa Casa de Juiz de Fora, operou um verdadeiro milagre. Obrigado, meu Deus! 3 [Esfaqueado em Juiz de Fora em 6 de setembro, foi operado por médicos da Santa Casa da cidade mineira]
Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.
Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.
Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido a Deus, pela minha vida, e aos brasileiros, que confiaram a mim a honrosa missão de governar o Brasil neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança. Governar com vocês.
Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa pátria 4 [Aceno ao Congresso para aprovar reformas], libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica 5 [Algumas das principais promessas de campanha de Bolsonaro].
Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir o nosso país e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.
Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.
Vamos unir o povo, valorizar a família 6 [Referência à base conservadora], respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã 7 [Menção a Israel e evangélicos], combater a ideologia de gênero 8 [Outro ponto central da campanha], conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas.
Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil 9 [Mote da campanha menos Brasília, mais Brasil]; do poder Central para estados e municípios.
Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos 10 [Slogan da campanha].
Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas 11 [Reações populares nos dias seguintes ao atentado em Juiz de Fora].
Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontânea, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.
Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar a nossa liberdade e a democracia.
Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão 12 [Rebate acusações de que vai perseguir minorias].
Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política 13 [Referência ao Escola Sem Partido]; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.
O Pavilhão Nacional nos remete à “Ordem e ao Progresso”. Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.
O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa 14 [Referência à facilitação para posse e porte de armas].
Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.
Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico para os policiais realizarem seu trabalho 15 [Menção à defesa do excludente de ilicitude].
Eles merecem e devem ser respeitados!
Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras 16 [Elogio às Forças Armadas, seu grupo de origem].
Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou o Estado ineficiente e corrupto 17 [Mudança na forma de compor o ministério].
Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional. Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência 18 [Pauta liberal de Paulo Guedes].
Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.
Realizaremos reformas estruturantes 19 [Possível referência à reforma da Previdência], que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.
Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.
Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente 20 [Aceno à bancada ruralista, que o apoiou].
Dessa forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.
Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.
Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático 21 [Resposta às críticas de que seu governo poderia ter tom autoritário].
A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.
A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história 22 [Referência aos mandatos do PT].
Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.
Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.
A política externa retomará o seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.
Senhoras e senhores Congressistas.
Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.
Com a bênção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos. Muito obrigado a todos vocês.
Brasil acima de tudo!
Deus acima de todos!
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2020.11.02 12:40 JaaumGAP De vez em quando eu sonho que sou adotado

É estranho, para não falar absurdo, começa eu e os meus amigos, estamos num refeitório de uma prisão, somos uma visita lá ou um grupo especial, a nossa mesa que nos sentamos é afastada das mesas dos prisioneiros.
Em uma das mesas senta uma senhora junto com um prisioneiro, ela começa a olhar pra mim e disfarçar, eu percebo tal ação e deixo quieto, enquanto isso eu e meus amigos estávamos planejando entrar numa área restrita se não me engano uma cela , nessa cela tem um painel de fusível e discutimos como seria fácil de escapar desligando a energia, nisso o alarme toca acabou o intervalo, os guardas vão recolher os prisioneiros e estamos em um lugar restrito, ficamos nervosos, e chega essa senhora da outra mesa e nos tria de lá em um bom grado.
Discretamente ela pede para mim encontrar ela na cozinha.
Chega a noite meus amigos e outras pessoas estão numa praia, eu saio de fininho e vou para a cozinha, quando chego lá, tinha um corpo, (não sei de quem é) e do lado a senhora coberta de sangue, ela me esconde debaixo dos armários pois escutou alguém chegando, uma garota que saiu da praia, ela entra na cozinha pega uma bebida e sai.
Quando ela saiu fiquei desesperado com o corpo e a então assassina, (que é uma cuidadora da prisão, talvez o corpo seja do cara que ela tava cuidando mais cedo.)
Ela confesa outros crimes e alega ser bem discreta, nisso a garota volta pra cozinha novamente nos escondidos debaixo do armário, a garota foi embora.
Mas apesar de ser uma assassina, ela confesa ser minha mãe, nisso eu tive um dela vu, sabia que já tinha acontecido isso (no caso o sonho inteiro, mas não notei que era um sonho).
Ela fala para eu ir para a casa dela, no dia seguinte vai eu minha mãe (de verdade) e minha priminha para lá, minha mae nao parece nem um pouco surpresa com a situação toda, chegamos lá, era uma casa muito simples, entramos, acredito que o almoço já tinha sido servido, então ficamos do lado de fora conversando, ela alega que era minha mae, e não pode cuidar de mim e me deixou com a tia ( nome da minha mãe ), eu como já tinha lembrando que tudo isso aconteceu uma outra vez (em um outro sonho) começo a fazer perguntas mais e mais difíceis sobre essa então árvore genealógica, e comecei perguntando, ela é tia ? Então sua irmã ou irmã do meu pai (quando eu falei pai ai estava referindo ao meu pai mesmo, pensando que os dois formaram um casal falso para cuidar de mim)? Ela responde de uma forma vaga dizendo que todo mundo a chamava de tia independente de parentesco, nisso minha priminha entrou no carro e soltou o freio de mão, corremos e conseguimos salvá-la demos uma leve bronca nela.
Entao após esse susto, a senhora que alegara ser minha mae fala para entrarmos e tomarmos cafe, entramos, enquanto o café era coado, minha mae, comeca a tentar me convencer do que estava acontecendo era verdade, que eu nao era o filho dela, numa tentativa de fugir desse diálogo, (dessa vez foi uma das coisas que mudou comparado a outra vez que tive esse sonho), pego o meu celular e abro o reddit vejo um vídeo de um grupo mascarado que brigou com um garoto ao ponto de quase mata-lo até que chegou os amigos dele e ele foi salvo, nisso o grupo mascarado fugiu, depois o vídeo corta para o garoto tendo se recuperado e ainda mais forte, voltado ao local onde ele quase morreu.
Ao terminar de ver o vídeo o café está servido, continuamos conversando sobre minha família real, começo a questionar, principalmente as características que tenho de verdade que liga para minha família, meus gostos aparência principalmente etc, para tentar desmentir essa história, mas tanto a senhora tanto minha mae nao deixam de falar que eu sou adotado, e nisso começo a pensar em todos os meus familiares, e penso que todo esse tempo, eu posso não ter relação alguma com eles, as pessoas que eu mais amo, no fim, não devem significar nada, e que as pessoas da qual eu deveria me importar eu totalmente desconheço.
Voltando ao assunto da minha adoção, fui entregue para minha mae e o meu pai pelo fato deles terem uma condição melhor do que o "meu pai e mãe biologicos" além da vida sanguinária que minha "mãe biologica" tem na prisão, as duas mães são amigas de infância aparentemente, e nisso começo a falar do meu irmao, qual minha relação com ele e como ele se encaixa nisso tudo, no caso a minha família adotiva teve um filho e é isso, ou seja na minha família eu era o único de fora.
E começo a questionar mais ainda, se essa família era uma armação para eu crescer, para que o divórcio, minha mae responde fazendo uma analogia ao homem de ferro (o filme), algo do tipo, não queremos ter um buraco no peito mas quando temos, temos que por um reator arc no lugar (?!) Não lembro ao certo oque ela disse mas no sonho fazia muito sentido.
Então entra um senhor pela porta, ele me vê e fica meio tímido, então fomos para a garagem, ele começa a conversar com a senhora, cochichando, nisso ele me chama, e alega ser o meu pai, ele começa a contar um pouco da história dele, como ele conheceu a senhora (que era então minha mae) e porque ele não ficou comigo, ele começou a falar envolvendo computadores, ele começa a falar de uma extensão de uma placa mãe pela conexão "x-com" na hora com tanta informação técnica sobre a área, começo a me sentir relacionado, so que no momento começo a me sentir meio zonzo, e lembro do outro sonho, merda, elas me enveneraram, foi oque eu pensei na hora fui tombando para a cozinha questioná-las, ("minha duas mães ") elas colocaram calmante no café, tento resistir, mas enfim desmaio.
Acordo numa praia, (a mesma mais do começo da história) e comeco a andar, indo para o cursinho, no caminho passei pela praça onde vi o garoto ter sido espancado no celular, achei estranho (incrivelmente o resto não kk), enfim cheguei ao prédio, parece ter tido uma reforma geral, viro uma escola com um hotel, algo bem luxuoso, e fui fazer o check-in pego o quarto vou tomar um banho, saio e vou confirmar com a atendente os horários de aula, enquanto isso estou falando no WhatsApp com meu amigo sobre oque tinha acontecido, ele não da muita bola assim como eu, e fala que é normal meio que a vida que segue.
Nisso volta a atendente e me fala os horários, aulas começariam dps das 11 da manhã (ou seja nao precisaria acordar cedo) e de madrugada tambem (ou seja poderia fica acordado até tarde sem preocupações ) dei uma leve comemoração com os horários.
Ao meu lado na recepção tem um casal, se beijando e querem alugar um quarto, (pensei claro que a escola vai dar um quarto individual para eles) para minha surpresa receberam um quarto duplo com um plano "rock 'n' roll" (imagino oque seja), nisso percebo que meu cabelo não está preso, (essa foi a outra mudança, da outra vez que eu tive esse sonho não tinha esse corte de cabelo ainda )
E decido ir assim mesmo para a praia fico me questionando tudo oque aconteceu, com toda essa insanidade de acontecimentos, da prisão para praia para uma cozinha com um corpo com uma descoberta de adoção para uma praia para o cursinho luxuoso para praia, eu notei que a história inteira tava se repetindo, e comecei a questionar minha sanidade, será que essa é a segunda vez que aconteceu porque eu esqueci da primeira e tão querendo me relembrar, mas com cuidado para eu nao ter um surto ?
Com todos esses questionamentos, e sem nenhuma resposta acordo.
Escrevendo esse texto fiquei notando as coisas similares que tenho com esse casal de senhores que alegam ser meus pais, a timidez e conhecimento da área de informática pelo pai foi bem claro para mim, já da mãe, o fato dela ser uma cuidadora assassina é muito contraditório, mas pensando pelo como ela apresenta e oque ela disse quando encontrei o corpo, Talvez eu apresente ser uma pessoa do bem, mas discretamente sou uma pessoa horrível? Acredito que a prisão no começo do sonho seja uma analogia a escola que eu estudo, me sinto preso lá. E acho tambem que o grande plot desse sonho seja vindo de um precentimento que eu já tive por um bom tempo de eu ser adotado, por eu nao me encaixar na família.
Acho que deixei alguns detalhes de fora, não consigui lembrar de tudo oque aconteceu. Esses foram os mais chamativos. Sobre eu notar que tinha algo de estranho me leva a crer que se eu tiver esse sonho denovo talvez eu consiga notar que seja um sonho dentro do sonho, uma vez eu consegui fazer isso e tive um sonho lúcido assim que eu notei.
Bom acho que é isso, obrigado caso tenha lido até aqui, queria escrever esse sonho para não esquecer mesmo com a maior capacidade de detalhes possível, e aproveitei para postar aqui para ouvir alguma coisa sobre o mesmo, novamente obrigado !
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2020.10.26 09:25 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 4.1: Racismo]

Olá amigos!
Nestes capítulos que se seguem vamos falar das duas catástrofes que ameaçam destruir o UK como o conhecemos: o double whammy, o espectacular 1-2 do Mike Tyson que são o Brexit e o Covid. Vamos tratar temas um bocadinho controversos, portanto conto levar muito flak por causa destes posts. No entanto faz parte da história e da experiência, por isso é o que é. Só prometo que não digo nada que não consiga defender, e que mudarei de ideias quando confrontado com factos que me contradigam.

TL;DR

Uma nota sobre racismo/xenofobia

Parafraseando o John Oliver: se achas que o mundo [da internet] não é muito diferente para as mulheres e minorias, parabéns pela tua pila branca [1].
Eu vou dedicar brevemente um capítulo às diferenças culturais interessantes que encontrei neste percurso recente, mas uma questão que vi ser levantada várias vezes quando vim foi a do racismo. Em particular, o potencial de eu vir a ser alvo de alguma discriminação no calor do Brexit. Talvez seja melhor deixar já os traços gerais da minha opinião para que fique claro no futuro.
Eu acredito que o racismo e, mais geralmente, a discriminação com base na nacionalidade, religião, identidade de género, etc etc etc etc, é um problema que existe. O racismo é, aliás, um fenómeno muito bem documentado no UK [2,3]. Particularmente chocantes para mim foram os ataques a estudantes asiáticos que usavam máscara no início do covid [4]. Escusado será dizer que acredito também que o racismo é inescusável, e que não tem lugar na sociedade moderna.
Acredito também que é algo perpetrado principalmente por pessoas deseducadas, desprovidas de muitas bênçãos que nós (pessoas civilizadas) temos e, provavelmente acima de tudo, que vivem vidas suficientemente difíceis para irem nessa conversa. Também acredito que o problema do racismo no UK não é cultural, mas sim político. O racismo é usado como arma de arremesso e como combustível na caldeira de comboios como o Brexit. Não se iludam ao ponto de achar que as pessoas são racistas porque são racistas; são racistas porque não sabem melhor.
Na altura em que me mudei estava, como agora, muito em voga a questão do racismo e da potencial vitimização da qual um novo imigrante poderia ser alvo. Eu nunca me senti prejudicado ou tratado de forma diferente que não benéfica por ser estrangeiro. Nunca ninguém foi desagradável de modo nenhum para mim, nunca ninguém usou qualquer tipo de calão racial para se referir a mim à minha frente, e não me senti alvo de nenhuma discriminação. Muito pelo contrário: os ingleses com quem convivo receberam-me de braços abertos na sua casa (às vezes literalmente), mostram interesse na minha cultura como eu mostro na deles, e cultivam um ambiente acolhedor. Isto estende-se às comunidades UK que existem no reddit, como o /CasualUK, o /CarTalkUK, o /LegalAdviceUK e até o menos acolhedor /UnitedKingdom.
Isto não significa que o racismo não exista, apenas que eu não o experimentei. A minha experiência é muito positiva, acredito que em parte porque:
Isto não significa que eu me acho um bad ass motherfucker intocável. Muito pelo contrário; tenho é tido muita sorte, cuidado a escolher onde vivo, onde vou, com quem me dou e, talvez mais importante, ao que presto atenção.

O imigrante, a burocracia e o racismo no sistema

Não significa também que o sistema não prejudique os novos imigrantes: como viram, encontrar casa é extremamente caro, o acesso ao crédito é muito mais difícil, etc. O nosso "histórico" é muito importante no UK: histórico de crédito para acesso a crédito, histórico de arrendamento para acesso ao arrendamento, histórico profissional para acesso a emprego.... Todas estas são questões em que o sistema inerentemente prejudica o novo imigrante: é impossível ter histórico cá quando estamos acabados de chegar. Assim, acresce às barreiras culturais e linguísticas uma barreira burocrática que acaba por actuar como uma discriminação em função da nacionalidade disfarçada de due diligence. Por outro lado, é difícil argumentar contra: os senhorios têm o direito a saber a quem estão a arrendar, os bancos a quem emprestam, as empresas quem contratam, etc.
Não sei até que ponto isto será diferente em Portugal (nunca fui imigrante em Portugal, né), mas não acredito que seja substancialmente diferente. O meu percurso académico em Portugal permitiu-me estudar e trabalhar com um largo número de pessoas que se mudaram para lá. De um modo geral, parece-me que o imigrante em Portugal beneficia de um certo "deixa andar" que nos é característico. Não têm tanta dificuldade em arrendar, e nos casos que conheço já vinham com o trabalho alinhavado. Os bancos Portugueses não parecem fazer muitas perguntas, mas limitam o crédito que concedem. Ainda assim, um novo imigrante em Portugal parece-me ter acesso mais fácil a crédito ao consumo do que nós temos aqui.
Por outro lado, um imigrante extra-comunitário em Portugal tem que lidar com o que é o flagelo da existência de qualquer emigrante em Portugal: o SEF. Eu tive muito pouca interacção directa com o SEF, tive muita interacção indirecta ajudando colegas a preparar documentos e reuniões com eles, por exemplo. O SEF é facilmente o sistema burocrático público em Portugal que conheço mais merdoso, mal gerido e prejudicial para o imigrante que conheço. Segundo entendo, o SEF está extremamente mal financiado e a sua gestão muda ao sabor do vento político. Isso resulta em coisas espectaculares como:
Enquanto imigrante no UK, só tenho coisas boas a dizer sobre o sistema britânico. Todas as interacções que tenho tido com eles são simples, pragmáticas, fáceis de entender e eficazes. Existem directivas unificadas para praticamente tudo o que precise de saber (o gov.uk é incrível). Eu vinha a contar viver um verdadeiro pesadelo burocrático por causa do brexit, mas tudo se tem tratado com muita tranquilidade; não quer dizer que não se estrague entretanto, mas para já a minha visão é extremamente positiva por comparação. Mais uma vez, esta visão é altamente pessoal: eu vim para cá com um contrato assinado, com uma letter of employment de uma empresa gigante, e com algum dinheiro para gastar.
O racismo é um hot topic e usado muito frequentemente para clickbait, por isso vou tentar que esta seja a minha última nota acerca do assunto. Se quiserem falamos informalmente nos comments.

Conclusão

Em suma parece-me mais fácil, em termos burocráticos, um tipo mudar-se para aqui do que para Portugal. O racismo por aqui é claramente um problema, mas tenho tido a sorte de não me calhar a mim; dado o local onde vivo, nem nunca conto que isso venha a ser um problema.
Decidi partir em vários posts pois notei que estavam a ficar muito longos. Por outro lado, vou tentar aumentar a cadência dos posts para 2x por semana (segundas e quintas). Digam de vossa justiça sobre o novo formato mais "compacto". Eu sei que alguns de vós preferem o formato mais longo, por isso vou tentar encontrar um equilíbrio algures entre o "impossível de ler no telemóvel" e o "curto demais para valer a pena", mantendo ao mesmo tempo um tema coeso em cada post. Esperem pelo próximo na quinta-feira!
Abraços!

Referências

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2020.10.11 21:07 Barbaro_Erudito Hitler perseguia negros? Final da temporada de The Boys. Bem vindo ao Reddit!

Hitler perseguia negros? Final da temporada de The Boys. Bem vindo ao Reddit!
Oi, como podem perceber sou novo aqui. E como bem perceberam no título desse tópico (será que posso chamar de tópico? Isso tudo aqui parece um fórum pra mim.) gosto de causar polêmica a troco de absolutamente nada. Com isso fica fácil deduzir como eu vim parar aqui: perdi todas as outras redes sociais (Facebook, Twitter) por causa do que eu postava sobre as minhas opiniões político-partidárias. A turma via minhas postagens, deturpava e mandavam os seus robôzinhos denunciar meus perfis. Perdi todos, acho que foi até uma bênção pra mim.
Assim que criei a conta aqui prontamente achei a comunidade brasileira, o reddit.com/brasil. Entretanto logo após que eu fiz um comentário lá recebi uma mensagem dizendo que eu tinha que ter 15 dias de existência e 50 pontos... sei lá! Então quando eu parei para analisar bem quais eram as postagens que tinham e como eram os comentários, logo conclui que lá é um antro de esquerdistas intolerantes que muito provavelmente taxaram e continuam taxando os 57.796.986 eleitores que votaram no Bolsonaro (é, dei uma Bingada. Sim, uso o Bing, fodase!) de nazistas, fascistas, otorrinolaringologistas e etc.
Então, prontamente saí em busca de outra comunidade brasileira aqui no Reddit quando enfim cheguei aqui. Fiz um comentário numa postagem e aparentemente ele não caiu num limbo devido a minha falta de tempo de conta ou de pontuação inútil que a gente só encontraria naquele episódio de Blackmirror sobre as redes sociais. Então, tô aqui.
Finalizando a minha apresentação e de como eu cheguei aqui e iniciando os temas do título do tópico, recentemente veio-me uma dúvida a minha mente: o Hitler realmente perseguia negros? Ou para uma melhor colocação: o nazismo perseguia SOMENTE negros? Porque todo esse bombardeamento da mídia e até das escolas onde nós estudamos dá a entender que tudo o que o Hitler fez foi somente para matar todos os negros do planeta inteiro e disseminar a sua raça ariana pura, quando nós bem sabemos que, além de negros, o nazismo perseguiu muito mais e mais violentamente os judeus, as populações dos países adjacentes a Alemanha como os poloneses e também ciganos. Até lembro que o Jesse Owens participou "de boaça" das competições bem debaixo do nariz de Hitler, como um demônio sanguinário permitira uma provocação tão grande quanto essas? Um negro vencendo sua raça ariana para todo o planeta ver?
Aí veio a série The Boys juntamente com a personagem Tempesta (Stormfront). Quero logo dizer que eu não li as HQs, apenas vi alguns vídeos do canal Ei Nerd onde ele dizia que nas HQs esse personagem era homem, enquanto na série colocaram ele como mulher. Até aí beleza. Mas na série colocaram a Tempesta como se fosse a esposa de um nazista lá que criou os primeiros supers, incluindo ela. E a temporada inteira deu a entender que ela não gostava apenas de negros, quando, na verdade, como escrito anteriormente aqui, o nazismo perseguiu além dos negros, com muito mais afinco e violência, judeus, ciganos e poloneses e dentre outros. Daí já tem uma contradição: por que ela escolheria a América do Norte, que já tinha, tanto numa época recente da segunda guerra quanto até os dias atuais onde a série se passa, uma vasta diversidade de raça, cor, etnia e etc? Por que a Vought não continuou na Alemanha e não se estabeleceu por lá apenas para fazer os supers com arianos? Ou por que (e como) o Stan Edgard conseguiu se tornar o chefão da Vought com a Tempesta sempre sendo a "dona da empresa" por trás dos panos, afinal ela não era a esposa do criador da empresa cujo o nome deriva do sobrenome do mesmo? Pra mim, não faz muito sentido.
Então reparei nessa cena do último episódio da segunda temporada:
https://preview.redd.it/6yate39tkis51.png?width=3000&format=png&auto=webp&s=8f622d68d9a0bf74ff003c01294c96fa0d79b53a
Leitinho usa uma camisa com o símbolo de uma mão em forma de punho fechado levantado pra cima. Não é de hoje que percebo essa série dando umas "esquerdizadas". Vem acontecendo desde o episódio lá da igreja, onde praticamente taxa todos os cristãos como homofóbicos altamente odiosos e os líderes cristãos como hipócritas por experimentarem o homossexualismo.
E acredito que não seja por acaso o Leitinho estar usando essa camisa quando recentemente estamos vendo os Antifas usando esse mesmo símbolo estampado em suas ações; isso nada mais passa, ao meu ver, uma mensagem que diz "olha só, os antifas são os nossos amiguinhos! Eles são os mocinhos da história assim como o Leitinho e os The Boys!" Bem como atrelado a todo o contexto em que a série está incluída, onde temos algumas pessoas 'normais', vistas na sociedade como criminosas, lutando contra os 'heróis' que são os verdadeiros vilões e criminosos da série, porém agem por trás dos panos e ludibriam a população com uma aura de "herói bonzinho". Alguma semelhança com a vida real? Ao meu ver, numa conclusão óbvia, os The Boys são os Antifas e o Capitão Pátria e companhia são, nos EUA, os republicanos de direita pró-Trump. Ou até melhor, dando um exemplo conterrâneo, são os "cidadãos de bem" aqui do Brasil.
CIDADÃOS DE BEM
Ah... os "cidadãos de bem"... finalmente cheguei no ponto em que eu queria. No último ano, não, digo, desde quando o Bolsonaro venceu as eleições, qualquer coisa deplorável que surja na mídia ou em qualquer jornalzinho de uma cidadezinha, já é taxado pelos esquerdopatas como praticados pelos tais "cidadãos de bem" que votaram no Bolsonaro. Isso vai desde uma simples briga de trânsito até o ataque da escola de Suzano. Não importa! Quando eles observam um crime sendo cometido, uma cena em que alguém está sendo humilhado ou prejudicado prontamente já dizem: "—olha o cidadão de bem eleitor do Bolsonaro aí!" E eles falam com uma convicção de que num presídio não existam presos apoiadores de Lula, Dilma ou que sejam inclinados a apoiarem as pautas comuno-progressistas e socialistas que essa turminha tanto defende.
É a corrupção do "cidadão de bem". É isso que 'eles' estão fazendo! Se um "cidadão de bem" sai de sua casa, pega ônibus, vai pro trabalho e quando volta cansado do trabalho é morto em um assalto, não importa! Ele era um "cidadão de bem", morreu porque uma "vítima da sociedade" queria algo dele por acreditar inconscientemente numa "dívida histórica" que o tal cidadão de bem tinha com ele. Onde já vimos isso antes? Um cidadão de bem sendo o malvado da história quando o criminoso na verdade era o "mocinho"? Um povo que fora escravizado no passado e está descontando suas "raivas ancestrais" em pessoas que nunca escravizaram alguém na vida? Um herói que na verdade é um vilão sendo vencido por criminosos que na verdade são os mocinhos?
FINALIZANDO E TIRANDO MINHAS CONCLUSÕES...
Agora é que a minha viagem na maionese começa: os Antifas é, como nós todos, pessoas com 3 ou mais neurônios na cabeça já sabemos, é um grupo terrorista que busca instaurar o caos com um claro objetivo político que derrubar o Trump! Ou seja, derrubar a direita.
Subvertem o termo "cidadão de bem" para poderem legitimar as suas atitudes, como destruir patrimônios público-privados, derrubar estátuas e saquear lojas e até a assassinar pessoas como vem acontecendo nos EUA depois da morte de George Floyd assim como vai acontecer muito mais, tanto lá quanto aqui no Brasil. Mas, lembrando que é sempre sob o pretexto de combater o "cidadão de bem". A pessoa que é "boazinha" por fora mas por dentro é racista, fascista, otorrinolaringologista, etc. O dono de uma mercearia por exemplo? É um cidadão de bem! Pois ele agride os menos desfavorecidos com a sua prosperidade.
Pra isso eles precisam de uma vítima: o povo negro. E para "protegê-los" precisam de um vilão no nível de um demônio: os nazistas.
Agora aqui no final eu deixo um questionamento para os que leram até aqui: a cada dia que passa vemos mais e mais notícias da mídia dizendo que o "neonazismo" está crescendo nos EUA e aqui no Brasil. Você já viu alguma organização neonazista aqui no Brasil? Já foi convidado para entrar em alguma organização dessas? Já foi perseguido e agredido por uma dessas organizações? Existe, hoje, algum político que defenda abertamente o nazismo (obs: aquele professorzinho da piscina da suástica não conta, aliás, ele nem vai conseguir se eleger)?
Pergunta bônus:
Existe algum grupo nos dias atuais que defendam a "não miscigenação" sob o pretexto de manter a raça pura?
(alerta de spoiler)https://media.gazetadopovo.com.b2018/01/1f114ef69a9e7fc41f6524dc96151694-gpMedium.jpg
Bom, acho que consegui criar uma bela treta pra começar a usar essa... rede social (?)
Bom... parece um fórum...
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2020.10.06 12:20 internalerrorfixed Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

Trabalho em uma farmaçia e parte do meu trabalho consiste em atender fornecedores pelo telefone. Há 27 dias eu atendi uma ligação, sempre bem educado, e a vendedora depois falar o "script" dela, perguntou minha data de nascimento e acabou pedindo meu contato pessoal. Resolvi passar porque não tinha motivos para não fazer. Talvez era alguém querendo algum tipo de ajuda, dúvida, e que ali na hora não queria perguntar ou estava com vergonha. Mas achei muito estranho perguntarem a data de nascimento, nenhum vendedor nunca fez isso.
Quando cheguei em casa lá estava um áudio com uma voz muito mais linda do que eu lembrava no telefone, comecei a conversar só pra saber o que a pessoa queria. Não tinha foto no perfil, sou feio e tenho vergonha de mim mesmo, mas ela queria saber como eu era. Sempre desconfiado, porque não me perguntava nada, não falava do trabalho, só parecia querer conversar mesmo. E eu conversava, escutava, enviei uma foto. Ela sempre mandava foto, vídeo indo caminhar, dirigindo, voltando da igreja, tudo numa boa. Uma pessoa linda, até demais, pra estar interessada em mim.
Continuo desconfiado, vou atrás de redes sociais, vejo que está participando até de concurso de beleza, crio expectativas mesmo sabendo que não tenho nada a oferecer. Lá vi que faltava poucos dias para o aniversário dela, no dia do aniversário dela espero dar meia noite, mando um vídeo todo envergonhado parabenizando ela, tenho problemas de autoestima então fica tudo bem cringe.
Ai ela começa dizer que queria me conhecer pessoalmente, me liga perguntando se pode vim na minha cidade (moramos há 160km de distância mais ou menos), mas estava tudo acontecendo muito rápido, peço pra ter calma, pra irmos nos conhecendo melhor, até porque até esse ponto as conversar eram bem casuais, eu pouco sabia sobre ela.
Ela saiu com a mãe dela pra comemorar, me manda foto e vídeo com a mãe dela, mas depois relata que achou que seriam só elas duas, mas que a mãe chegou com um rapaz e que ela não gostou dele, diz que "ele tá me testando", pergunto que tipo de teste e ela não responde.
Depois ela comenta que estava muito triste e só queria que eu estivesse lá pra poder dar um abraço nela no dia do aniversário, que tinha sido horrível sair com a mãe, que segurou choro a noite toda, que ela só queria me conhecer no dia do aniversário dela mas que parecia que eu não tinha gostado da ideia. Ai eu abaixo a guarda e crio expectativas, passo a conversar de uma forma mais carinhosa.
Pergunto sobre relacionamento e ela diz que terminou há pouco tempo, mas já estava há um tempo querendo terminar, e não dá mais detalhes. Volto a fuçar as redes e descubro que o intervalo entre o fim de um namoro de 2 anos e começar a conversar comigo é menos de 2 semanas. Volto a ficar triste e desconfiado por ser o consolo de alguém que só quer um relacionamento rebote, e que provavelmente depois de ajudar e reerguer essa pessoa, ela vai só virar as costas e voltar pro ex, que é bem mais bonito do que eu. Mas como ela sempre elogiava meu bom humor, minhas boas sacadas, acabo acreditando nessa de que talvez caráter e conteúdo se sobressaia.
Nesse ponto já estávamos conversando há umas 2 semanas, tentando encaixar uma data no final de semana pra nos conhecermos. Marcamos então para 3 de outubro, eu iria na cidade dela, 160km numa CG 150 pra conhecer alguém da internet numa cidade que nunca fui. Conversamos todos os dias por ligação, ligação de vídeo, falando sobre vida, trabalho.
Faltando 5 dias pra data que combinamos, numa ligação, ela me diz que alguém do trabalho dela arrumou alguém pra ela sair e ela aceitou, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa, disse que sentiu nojo, mas saiu. Beleza, racionalmente falando ela está solteira e faz o que quiser da vida, mas sinto uma falta de respeito do caralho fazer isso.
Ai eu comento sobre ela no trabalho, de forma bem rasa, e começam as histórias de pessoas que sumiram, foram roubadas, abusadas nessas de conhecer alguém pela internet. Decido investigar mais. Facebook, instagram, tiktok, facebook de todos os familiares, irmão, tio, primo, prima, mãe. Vejo que já foi casada (encontro um processo de divórcio) e que o requerente em questão foi o ex-marido. Nessa, já vejo que nos últimos 4 anos ela se casou, ficou 2 anos casada, separou, já engatou um namoro de mais 2 anos e menos de 1 mês depois já está me chamando de amor. Isso aos 24 anos de idade.
Desanimo total, decido parar de conversar e puxar assunto, levo muito a sério relacionamento e ela parece só querer aventuras. Sexta, sábado e domingo se passam. Sábado é o dia que eu iria lá. Ela nem questionou se eu iria ou não, parece não fazer muito caso, fico feliz, era o que eu queria, só me afastar e esquecer ela.
Ontem no horário do almoço dela, me manda uma foto com a cara inchada e de choro. Escrevo um texto dizendo pedindo desculpas, falando que tinha investigado a vida dela e dos familiares por medo de ir lá e acontecer alguma coisa, mas que não daria certo, que tenho coisas pra resolver antes na minha vida, mas que gostava dela, desejo sucesso e felicidades, algo pra terminar na amizade mesmo, num clima bom.
Ela responde que gosta da minha sinceridade, mas que nunca tinha pedido pra eu ir lá, e que o motivo do choro dela era algo muito pior que tinha acontecido domingo, que não conseguiu dormir, acordava chorando e gritando e pensou em me ligar, mas que bom que não tinha feito isso porque eu não me importava com ela. Que se eu fosse bom em investigar, que encontrasse quem seguiu, violentou sexualmente e bateu nela.
Ai eu desmontei, dor na barriga, tremedeira, ânsia de vomito, não sabia o que falar, aliás estou sentindo isso agora só de escrever e lembrar. Olhava pra tela do celular e não sabia o que digitar, só pensava nela sozinha em casa podendo fazer alguma besteira.
Eu jamais imaginaria que algo assim tivesse acontecido, mas ai já era tarde, ela só sabia falar que eu não me importava com ela, que era melhor assim mesmo, me afastando, e eu querendo demonstrar que mesmo não querendo um relacionamento, me preocupava sim com a vida de outra pessoa. Começou a falar que está cansada de ser julgada, que antes estava em um relacionamento abusivo, que hora eu era muito legal, mas hora eu julgava ela demais, que não era pra ter pena se nem intenção de conhecer ela eu tinha e que só queria uma amizade sincera.
Pergunto se ela está bem, se está com alguémm, responde que está em casa com medo, sozinha, com medo de ir trabalhar. Pergunto se ela conversou com alguém sobre isso e diz que não, falo pra deixar eu pelo menos escutar ela, que poderia falar o que fosse e eu ia dar suporte para o que precisasse, só que ai ela volta a discutir sobre eu parar de falar com ela, que não tinha motivo pra confiar em mim e que eu não gostava dela.
Confesso que usei de chantagem, que se não falasse comigo eu entraria em contato com a mãe e/ou irmão pra contar aquilo que ela estava me falando pra poderem ajudar ela, que se eu não conseguisse ajudar, iria encontrar alguém que consegue. Meu maior medo nesse momento era dela fazer alguma besteira, suicídio ou me bloquear e sofrer sozinha. Já estava procurando sobre o que fazer numa situação dessas na internet, o que falar, o que fazer, mas é tudo resumido em não culpar a vítima (óbvio, nunca faria isso) e escutar, mas como escutar alguém que não tem mais vontade/confiança de falar com você?
É isso, não sei como/o que/quando/quem falar, se acredito nisso ou não. Só quero o bem dela, mas não sei o que é o certo a se fazer. Jamais me perdoaria de "abandonar" alguém numa situação assim, mas sei que eu não sou a pessoa certa pra ajudar, que a família seria a melhor opção. Preciso de ajuda.

Update: ela disse que conversou com alguém do trabalho e essa pessoa marcou médico pra ela. Elogiei, disse que era bom que ela conseguiu conversar com alguém, e que seria ótimo também ir na delegacia da mulher pra relatar o crime. Enviei o link do CVV - Centro de Valorização da Vida, disse que lá ela teria pessoas mais instruídas pra conversar, de forma totalmente anônima e que iriam ajudar ela se precisasse. Terminei com um "boa noite". Ela respondeu com um "Obrigada" e "Boa noite". Considero minha parte feita, não vou mais mandar mensagem. Sendo verdade a história do estupro, ela agora vai receber ajuda de quem pode ajudar mais do que eu. Sendo mentira, conseguiu estragar um dia da minha vida me sentindo mal e quase vomitando de ansiedade, mas vou sobreviver e ter história pra contar, e até evitar futuros problemas semelhantes.
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2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.07 15:18 Centurionzo Pessoal aqui o que estão passando no Whatsapp para minha família, alguem mais recebeu?

Mensagem de Robert F. Kennedy, Jr.
"Para todos os meus pacientes:
Gostaria de chamar sua atenção com urgência para questões importantes relacionadas à próxima vacinação contra Covid-19. Pela primeira vez na história da vacinação, as chamadas vacinas de mRNA de última geração intervêm diretamente no material genético do paciente e, portanto, alteram o material genético individual, que representa a manipulação genética, algo que já foi proibido e até então considerado criminoso. Essa intervenção pode ser comparada à de alimentos geneticamente manipulados, que também é altamente controversa. Mesmo que a mídia e os políticos atualmente banalizem o problema e até mesmo clamem estupidamente por um novo tipo de vacina para voltar à normalidade, essa vacinação é problemática em termos de saúde, moral e ética, e também em termos de danos genéticos que, ao contrário dos danos causados pelas vacinas anteriores, serão irreversíveis e irreparáveis.
Caros pacientes, após uma vacina de mRNA sem precedentes, vocês não poderão mais tratar os sintomas da vacina de forma complementar. Eles terão que conviver com as consequências, porque não podem mais ser curados simplesmente removendo toxinas do corpo humano, assim como não se pode curar uma pessoa com um defeito genético como síndrome de Down, síndrome de Klinefelter, síndrome de Turner, parada cardíaca genética, hemofilia, fibrose cística, síndrome de Rett, etc.), porque o defeito genético é para sempre!
Isso significa claramente: se um sintoma de vacinação se desenvolve após uma vacinação de mRNA, nem eu nem nenhum outro terapeuta pode ajudá-lo, porque o dano causado pela vacinação será geneticamente irreversível. Na minha opinião, essas novas vacinas representam um crime contra a humanidade que nunca foi cometido de forma tão grande na história. Como disse o Dr. Wolfgang Wodarg, um médico experiente: Na verdade, essa "vacina promissora" para a grande maioria das pessoas deveria ser PROIBIDA, porque é manipulação genética! " A vacina, desenvolvida e endossada por Anthony Fauci e financiada por Bill Gates, e usa tecnologia experimental de mRNA. Três das 15 cobaias humanas (20%) experimentaram um "evento adverso sério". ...
Nota: RNA mensageiro ou mRNA é o ácido ribonucléico que transfere o código genético do DNA do núcleo da célula para um ribossomo no citoplasma, ou seja, aquele que determina a ordem em que os aminoácidos de uma proteína se ligam e atuam como um molde ou padrão para a síntese da referida proteína.
Recurso:
Robert F. Kennedy, Jr. (https://en.m.wikipedia.org/wiki/Robert_F._Kennedy_Jr.)
Vacina COVID = DANO GENÉTICO IRREVERSÍVEL - UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE. [25/08 6:05 p. m.] +58 414-0750240: ESCLARECIMENTO PARA QUE A POPULAÇÃO NÃO SEJA MAIS ENGANADA:
EXISTE OU NÃO, O CORONAVIRUS? - ESCLARECIMENTO:
  1. O VÍRUS EXISTE? Sim, como muitos outros vírus.
  2. TEM CURA? Sim, se você usa os medicamentos adequados e não deixa sua saúde nas mãos de sistemas de saúde corruptos e mercantis.
  3. EXISTEM BONS MÉDICOS? Sim e muitos, uns estão agindo de forma discreta dando tratamentos adequados, outros têm sido mais corajosos e há muitos vídeos nas redes que falam desses tratamentos, e muitos já foram ameaçados, desclassificados ou silenciados.
  4. OS CIENTISTAS ESTÃO INVESTIGANDO? Sim e existe um sindicato mundial convocado e convocando mais médicos e cientistas chamados Médicos e Cientistas pela Verdade, para expor a falsidade do tratamento que têm dado à questão do bug.
  5. É UMA PANDEMIA? Não. A OMS mudou o termo que se referia à pandemia, antes que o bug fosse lançado para poder acabar com a pandemia.
  6. É CONTAGIOSO? Sim, como toda gripe.
  7. SE EU PEGAR O VÍRUS, SIGNIFICA QUE EU VOU MORRER? Não. Se tiver sintomas, basta tomar o remédio adequado desde o primeiro dia (fortalecer o sistema imunológico, tomar antiinflamatório e anti-gripe) e se curar em casa.
  8. PODE SER PREVENIDO? Sim, estando limpo como sempre deveria estar, e mantendo um sistema imunológico elevado. E você também tem: Ozonoterapia, Dióxido de Cloro com o protocolo preventivo.
  9. A CONTAGEM DE CONTAGIADOS E MORTOS PELO VÍRUS SÃO CERTAS? Não. Nos EUA foi descoberto que qualquer dado, seria na verdade 10% daquele número, porque as causas de mortes foram outras doenças, e os testes não são confiáveis, eles dão falsos positivos.
  10. ASSINTOMATICOS SÃO CASOS REAIS DE POSITIVOS? O ser humano possui muitos microrganismos e vírus no corpo e isso não significa que você seja uma pessoa doente ou infectado, ou que tenha o vírus, porém, os vírus que são supostamente "tão agressivos" apresentam alguns sintomas nos pacientes porque o corpo libera alarmes de um intruso (febre, dor de cabeça, vômito, etc.) e de acordo com a teoria de Koch a resposta é NÃO.
  11. O VÍRUS FOI CRIADO? Sim, em um laboratório.
  12. PARA QUE PROPÓSITO? Para ser a desculpa para restringir as liberdades, mudar o sistema econômico atual para um mais opressor / escravizador, assustador, obediência de rebanho cego.
  13. MUITOS PAÍSES FAZEM PARTE DESSE PLANO MALICIOSO? Sim.
  14. SAIREMOS DISTO? Sim. E todos aqueles que contribuíram para as mortes e o plano cairão, e pagarão pelo que fizeram.
  15. DEVO TER MEDO? Não. O medo diminui seu sistema imunológico e o torna mentalmente controlável.
  16. A MÍDIA FAZ PARTE DO PLANO? Sim. Os donos da mídia são cumplices. Isso se chama controle da mente.
  17. O QUE DEVO FAZER? Você se protege, e se adoecer já sabe como se curar em casa, ou com seu médico de confiança que não se comprometa com o protocolo de abandono.
  18. DEVO SER VACINADO? Não. Você não precisa, se ficar saudável, as vacinas trazem produtos químicos, metais pesados e uma série de "bichinhos" que só vão afetar mais a sua saúde a médio e longo prazo, tanto física quanto mentalmente. É o seu corpo, e é seu direito decidir sobre ele, e sobre sua saúde física e mental. Você confiaria em uma vacina, depois que um vírus foi criado para exterminar a humanidade?
  19. ISSO É UMA GUERRA? Sim.! E seremos vitoriosos!! Precisamos ficar juntos e acordar outras pessoas, dando muitas informações.
Copiado ... colado Faça você também !!!
"Forçado a usar máscara, mas não a calar a boca."
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2020.09.07 00:11 dvbia13 eu não sei o que fazer pra galera de casa entender que estamos no meio de uma pandemia

meu estado entrou na fase amarela essa semana e a maioria das pessoas estão agindo como a pandemia estivesse acabado. ok, não tenho nada a ver com a vida do coleguinha ao lado, o problema é que a minha própria família tá achando isso. não é de hoje, na verdade. no dia dos pais todo mundo se reuniu na casa da minha vó, SEM MÁSCARA, fizeram churrasco e o escambau. eu fui a única que não fui, quando minha mãe chegou de lá começou a debochar da minha cara dizendo que tava todo mundo lá e eu fui a única cuzona que não quis ir. sim, ela usou essa palavra, CUZONA.
eu continuo saindo de casa pra trabalhar, quando preciso ir no mercado ou no banco eu fico agoniada e me sentindo estranha, com um medo, sabe? e sempre quando saio do meu local de trabalho parece que a minha ansiedade aumenta, a máscara começa a me sufocar (mais) e meu coração fica acelerado. quando chego em casa essas sensações passam.
de uns tempos pra cá eu tô bem pra baixo, antes minha casa era um lugar 'seguro' pra minha ansiedade ficar branda, porém agora parece ser o pior lugar pra se passar uma quarentena em paz. tive uma crise na sexta feira, fiquei sem ânimo pra fazer nada, não queria sair da cama, não comi, não tomei banho. no sábado de manhã minha mãe veio preocupada perguntar o que tava acontecendo, eu não soube responder ela. aí ela começou: 'você precisa sair de casa, voltar a fazer exercícios, dar uma caminhada'... eu olhei pra ela com aquela cara de 'QUE JEITO?'. basicamente ela disse que eu tô assim pq quero, pq não saio.
hoje eu acordei aparentemente melhor e quando saí do quarto fui convidada pra ir no shopping com eles. eu respirei fundo, olhei pra minha mãe e disse 'gente, mas pra que que vocês vão sair sem necessidade alguma?', aí começam os risinhos, os deboches tipo 'ai você não gosta da gente, inventa outra desculpa'. enfim, saíra e eu fiquei em casa. quando voltaram agora a noite me chamaram pra ir na igreja e que depois íam comer algo fora, eu respirei fundo de novo e disse 'gente, eu não me sinto confortável saindo de casa só pq tá nessa droga de fase amarela, pelo amor de Deus'. aí já começa os ataques, falando que eu sou idiota por ficar trancafiada em casa, que eu tenho que viver, que tá todo mundo saindo e só eu que tô em casa que nem besta. mano???? sinceramente eu não sei o que fazer. ninguém enxerga que essa merda de fase amarela é puramente um ato político e que ainda estamos bem fodidos com mil mortes todo santo dia??? eu tô fazendo a minha parte pra proteger quem eu amo, principalmente meus avós, mas aqui na minha própria casa parece que é crime respeitar uma quarentena, e eu que sou a filha da puta da história. sério, eu vou enlouquecer.
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2020.07.27 04:51 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 4)

Todos os eventos do cerco a Ponta Tempestade formam um enredo ardilosamente planejado para vermos a transformação de Stannis de Senhor para Rei.
Como vimos, ainda que ele tenha se autoproclamado rei em Pedra do Dragão, Stannis se irrita ao ser chamado de Vossa Graça depois de saber da recusa dos Senhores da Tempestade em apoiá-lo (ACOK, Prólogo). Em seguida, quando Catelyn o chama de “Lorde Stannis” ao invés “Rei” ou “Vossa Graça”, Stannis ainda range os dentes, mas “não a incomodou com títulos” (ACOK, Catelyn III). Porém, após a morte de Renly, Stannis não esboça qualquer reação quando Cortnay Penrose o chama de Senhor (ACOK, Davos II).
Estes detalhes não são aleatórios e revelam a quantidade de confiança que Stannis vai adquirindo em seu destino e nas previsões de Melisandre. Eu fui um pouco precipitado ao terminar o último texto dizendo que Melisandre só passaria a usar Stannis depois de ele perder a Batalha da Água Negra. Os primeiros sinais de seus usos começam após a tomada de Ponta Tempestade. Como veremos, ainda que sejam sinais muito incipientes, estão lá.
Por outro lado, quando Stannis deixa de se sentir um pretendente que suplica o apoio de grandes senhores temos um pequeno vislumbre de como Stannis se comportaria caso viesse a assumir o governo dos Sete Reinos. Surpreendentemente, ele não é de modo algum o Stannis que Mindinho e Varys pintaram a Ned Stark no final de A Guerra dos Tronos.
Tudo ocorre em dois capítulos diferentes, Catelyn III e Davos II de A Fúria dos Reis. Os capítulos são tão parecidos que parecem narrar a mesma história duas vezes: Stannis está com Melisandre negociando termos no cerco, as negociações falham, os personagens POV prolongam o debate a procura de alternativas para o impasse e, por fim, a sombra de Stannis mata o adversário (no caso de Catelyn, a sombra surge no capítulo seguinte, mas acho que vocês entenderam...).
A narrativa, porém, não é a mesma, especialmente no que concerne ao personagem em questão. Em ambos os capítulos, o rei tem seus trajes observados por ambos os POVs. Reparamos que toda a sua roupa era muito simples, exceto nos adornos de poder – a coroa. No capítulo de Catelyn há menção às jóias na espada e no cinto que a carrega, que não se repetem no capítulo de Davos porque Stannis não a está carregando. Isso também é digno de nota, mas por razões diferentes.
De todo modo, o contraste entre os trajes e os adornos parece indicar que os últimos derivam de uma influência da mulher vermelha. Afinal, quando está fazendo uma comparação entre Stannis e Jon Snow, Melisandre critica o Lorde Comandante por levar uma vida espartana depois de ter ascendido ao cargo:
Nunca foi sábio para um governante evitar as armadilhas do poder, pois o poder flui em quantidades não pequenas de tais armadilhas.
(ADWD, Melisandre)
Entretanto, o que a repetida descrição dos trajes nos fala é que Stannis não mudou neste aspecto após ter reconquistado a lealdade dos Senhores da Tempestade. A mudança de Stannis é comportamental e política.
No encontro com Renly, ele apenas tem o apoio de Melisandre, enquanto Renly acha suficiente levar apenas Brienne. O Baratheon mais novo está ricamente vestido, acompanhado da porta-estandarte vestida em armadura azul, enquanto Stannis era acompanhado da mulher vermelha e trajava-se com simplicidade. A simbologia já denunciava a polaridade.
No encontro com Penrose, no entanto, o rei defronta seu adversário cercado de nobres com armaduras garbosas, a ponto de o próprio Stannis parecer “deslocado naquela companhia rica e régia”, salvo pela coroa, que lhe emprestava “um certa grandeza” (ACOK, Davos II). Caso não estivesse cercado por estes senhores, é bastante possível que não houvesse grandes contrastes entre Sor Cortnay e o rei Stannis.
A forma como o Rei do Coração Flamejante entra na negociação também difere nas duas cenas. Com rei Renly, Stannis inicia o debate com a intenção de ser mais brando com o irmão do que havia anunciado:
– Não negociarei com Renly – respondeu Stannis num tom que não admitia discussão. – Pelo menos enquanto ele se disser rei.
(ACOK, Prólogo)
– Não tenho qualquer querela com Renly, se ele se mostrar respeitador. Sou seu irmão mais velho, e seu rei. Desejo apenas o que é meu por direito. Renly deve-me lealdade e obediência, e pretendo conquistá-las. Dele e desses outros senhores […].
(ACOK, Catelyn III)
Entretanto, conforme rei Renly demonstra a intenção de debochar e humilhar o irmão (que também o insulta severamente, diga-se de passagem), este expressa arrependimento em ter deixado o irmão mais novo sequer abrir a boca:
– Jurei que nunca lidaria com você enquanto usasse sua coroa de traidor. Gostaria de ter mantido essa promessa.
(ACOK, Catelyn III)
Vale ressaltar, todavia, que Stannis já demonstrou aqui não ser a pessoa inflexível que falam que ele é. Renly está sendo tão intransigente quanto ele e ambo estão oferecendo a senhoria de Ponta Tempestade um ao outro. O grande problema com Renly é que ele não tem nenhum pudor em reconhecer a ilegalidade do que está fazendo, especialmente porque ele mesmo admite não acreditar na bastardia de Joffrey, Myrcella e Tommen:
Nunca suspeitei que fosse tão esperto, Stannis. Se ao menos fosse verdade, seria realmente herdeiro de Robert.
Se ao menos fosse verdade? Está me chamando de mentiroso?
Pode provar alguma palavra dessa fábula?
Stannis rangeu os dentes.
(ACOK, Catelyn III)
Ao não reconhecer as acusações de bastardia dos filhos de Cersei, Renly não só está reconhecendo que está pulando o irmão mais velho, como está admitindo sem vergonha alguma que pretende usurpar o Trono de quem ele mesmo pensa serem os herdeiros legítimos de Robert.
Diante de tudo isso, Stannis ameaça raivosamente o irmão e chega a puxar sua espada para o irmão que carregava apenas um pêssego. Essa precipitação para a arma dá lugar a uma explosão de raiva e ameaças que encerra as negociações com um tom funesto. Mais tarde, Stannis diria que o pêssego do irmão seria uma memória que levaria para a tumba, alegando que não conseguia entender o seu significado.
Apesar de que GRRM já tenha dado uma explicação para o que Renly queria com o gesto, eu tenho para mim que a razão que a experiência tenha causado forte impressão em Stannis foi a realização de que ele quis a morte de Renly a partir daquele instante. Mas a realização do seu desejo acabou custando muito de sua paz de espírito e o preenchendo com a culpa, por mais que ele procure ativamente se convencer de que não teve nada com o ocorrido:
Basta! – Stannis retrucou. – Foi vontade do Senhor da Luz que meu irmão morresse pela sua traição. Quem cometeu o ato não importa. [...]
Se alguém dissesse que eu tinha me transformado num javali para matar Robert, provavelmente acreditariam nisso também.[...]
Só Renly conseguiria me irritar tanto com um pedaço de fruta. Ele condenou-se a si próprio com a traição que cometeu, mas eu gostava dele, Davos. Sei disso agora. Juro, irei para a cova pensando no pêssego do meu irmão.
(ACOK, Davos II)
Outro fato que eu acho que pesa na consciência de Stannis é que, por mais que ele propague aos quatro ventos que sua cruzada pelo Trono não motivada pela ambição, mas pelo dever, nos sabemos que isso não é verdade.
O Rei do Coração Flamejante é lembrado por dizer que, embora não tenha escolhido ser rei, esse tipo de questão não tem relação com a vontade. Mas isso é o que ele fala quando ele é o beneficiário da situação. Quando outra pessoa é a agraciada com títulos, Stannis pensa diferentemente, como ele deixou claro para Catelyn:
[…] Eu é que devia ter sido Mão de Robert.
Isso foi vontade de seu irmão. Ned nunca quis o cargo.
Mas o aceitou. Aquilo que devia ter sido meu. Mesmo assim, dou-lhe minha palavra, terá justiça por seu assassinato.
(ACOK, Catelyn III)
Assim, quando passou a ser atormentado com pesadelos vívidos em que assassinava seu irmão, rei Stannis deve ter passado a achar mesquinhos os motivos que o levaram a utilizar dos poderes de Melisandre.
Diga-se de passagem, o simples fato de Stannis ter lançado mão de feitiçaria para eliminar Renly e Cortnay deveria ser suficiente para desmontar a sua fama de homem honrado. Requer uma grande dose de hipocrisia para que até mesmo o próprio Stannis acredite que não maculou sua autoimagem.
Na verdade, neste capítulo vemos o próprio Stannis informar o leitor que sua tão reverenciada imagem de homem rígido, justo, austero e cumpridor do dever convencia muitos, mas não a seus irmãos. De fato, Stannis justifica não ter levado suas suspeitas da bastardia dos filhos de Cersei a seu irmão mais velho porque Robert poderia desconfiar dele:
A consideração que meu irmão tinha por mim nunca passou de dever – Stannis respondeu. – Vindas de mim, tais acusações pareceriam impertinentes e interesseiras, uma maneira de me colocar em primeiro lugar na linha de sucessão. [...]
(ACOK, Catelyn III)
Mas, justiça seja feita, talvez esta desconfiança tenha sido desenvolvida quando Stannis criou o hábito de suplicar a Robert que Ponta Tempestade lhe fosse passada, de modo que tudo pode não ter passado de uma desconfiança tola de Robert.
E Stannis sempre se sentiu espoliado de Ponta Tempestade – Cersei disse, pensativa. – A sede ancestral da Casa Baratheon, legitimamente sua… Se soubesse quantas vezes foi até Robert para cantar essa canção tediosa naquele tom sombrio e ofendido que tem. Quando Robert deu o lugar a Renly, Stannis apertou tanto os dentes que pensei que fossem se estilhaçar.
(ACOK, Tyrion III)
De todo modo, o que estou especulando é que a culpa esteja pesando forte na consciência de Stannis, a ponto de que o subconsciente esteja dando combustíveis aos pesadelos sobrenaturais que lhe tiram o sono. Porém, nem mesmo isso parece ter sido suficiente para impedir o Rei e Melisandre de empregarem o mesmo truque novamente 15 dias depois.
A dinâmica com Sor Cortnay Penrose não repete os mesmos problemas e questões havidos com Renly, mas tem o mesmo desfecho. Ainda assim, curiosamente, Stannis parece menos ávido em matar Cortnay.
Não só a conversa termina em ameaças mais amenas do que o ultimato na ponta da espada proferido contra Renly, como Stannis passa o capítulo quase inteiro buscando alternativas de como lidar com o cavaleiro de forma limpa – mesmo já sabendo de antemão que poderia utilizar as sombras de Melisandre.
O castelo cairá. Mas, como fazê-lo rapidamente? – Stannis cismou com aquilo por um momento. Sob o ritmado clac-clac dos cascos, Davos conseguia ouvir o tênue som do rei rangendo os dentes. – Lorde Alester insiste para que traga aqui o velho Lorde Penrose. Pai de Sor Cortnay. Conhece o homem, creio? [...]
O que você me aconselharia a fazer, contrabandista?
(ACOK, Davos II)
Por que Stannis estava mais diplomático com Sor Cortnay do que com o próprio irmão?
Poder-se-ia alegar, em primeiro lugar, que o ritual para matar Renly havia tido um custo muito alto que o rei não desejava pagar novamente. E, com efeito, Davos nota um envelhecimento muito preocupantes de seu suserano.
E ele também parece meio cadavérico, anos mais velho do que quando parti de Pedra do Dragão. […] visto de perto, Stannis parecia pior do que Davos julgara de longe. Seu rosto tinha se tornado macilento, e possuía círculos escuros sob os olhos.
(ACOK, Davos II)
Outra razão que podemos arguir seria que Sor Cortnay era um homem fiel a seus princípios e tão teimoso quanto o próprio Stannis. Assim, o rei estava prestigiando um homem de nascimento não tão alto quanto seu irmão por conta de sua o cavaleiro estava assumindo o papel que o próprio rei havia feito no passado, com a mesma tenacidade.
Por fim, penso que é possível especular que Stannis estava mais confortável agora que Melisandre havia lhe dado os 20 mil homens que prometeram. Com uma única tacada, Melisandre deixou o rei mais confiante em suas leituras das chamas e saciou sua sede por apoio.
Qualquer que seja o motivo, os diálogos entre Davos e o rei nos dão uma dimensão de Stannis que não havíamos experimentado até então. Vemos Stannis mais calmo, agindo no comando de vassalos de sua própria região que o haviam traído e recusado em prol de um notório usurpador. Guardadas as devidas proporções, são as mesmas circunstâncias em que Stannis assumiria o governo do reino caso sentasse no trono e ele não sai fazendo justiça cega como alardearam Varys e Mindinho a Ned Stark.
Na verdade, Stannis se mostra incrivelmente flexível e pragmático. O rei fala que concede perdões que o enojam somente para obter apoio.
Os senhores meus vassalos são inconstantes até em suas traições. Necessito deles, mas deve saber como me enoja perdoar gente assim quando puni homens melhores por crimes menores.
Até mesmo a inutilidade dos conselhos dos novos súditos é encarada pelo rei com simples tom de escárnio e uma boa dose de permissividade.
As mulas adoram o som de seus zurros, por que outro motivo? E eu preciso delas para puxarem minha carroça.
A pessoa que vemos e ouvimos em nada se parece com o homem verdadeiramente justo que Varys nos acautelara a temer. Na verdade, Stannis reflete sobre a justiça que aplicou a Davos, em razão da vida de crimes deste, mas não se propõe a nenhum ato real além de dizer que não se esquecerá da ofensa.
Um bom ato não lava os maus, e um mau não lava os bons. Cada um deve ter sua recompensa. Você foi um herói e um contrabandista – olhou de relance para trás, para Lorde Florent e os outros, cavaleiros do arco-íris e vira-casacas, que o seguiam a distância. – Aqueles senhores perdoados fariam bem em refletir sobre isso. Homens bons e leais lutarão por Joffrey, considerando-o erroneamente o legítimo rei. Um nortenho até pode dizer o mesmo de Robb Stark. Mas estes senhores que se reuniram aos estandartes do meu irmão sabiam que ele era um usurpador. Viraram as costas ao seu legítimo rei por nenhum motivo melhor do que sonhos de poder e glória, e eu tomei nota do que eles são. Perdoei-lhes, sim. Estão desculpados. Mas não esqueci.
Por fim, quando nenhuma se alternativa melhor do que a feitiçaria se apresenta, Stannis volta a depositar a questão nas garras de seu “falcão vermelho”, que estava certo e lhe trouxe 20 mil homens. A confiança na sacerdotiza fica tão alta que Stannis se permite pela primeira vez reproduzir o discurso cíclico R’hllorista.
Há luzes que lançam mais do que uma sombra. Ponha-se em frente da fogueira da noite e verá por si próprio. As chamas mudam e dançam, nunca estão quietas. As sombras crescem e encolhem, e cada homem lança uma dúzia. Algumas são mais tênues do que outras, é tudo. Pois bem, os homens lançam também as suas sombras sobre o futuro. Uma sombra ou muitas. Melisandre vê todas.
[…] Será possível que Sor Cortnay procure uma maneira de se render com honra? Mesmo que isso signifique sua vida?
Uma expressão perturbada cruzou o rosto do rei como uma nuvem passageira.
O mais provável é que planeje alguma traição. Não haverá nenhum combate de campeões. Sor Cortnay estava morto antes mesmo de arremessar aquela luva. As chamas não mentem, Davos.
E no entanto precisam de mim para que se tornem verdadeiras, pensou. Há muito tempo Davos Seaworth não se sentia tão triste.
Quando Ponta Tempestade finalmente cai para as sombras assassinas de Melisandre, ficamos sabendo em segundo mão que Stannis concedeu a Melisandre permissão para queimar “o bosque sagrado em Ponta Tempestade como oferenda ao Senhor da Luz” (ACOK, Tyrion XI). Essas pequenas permissões se parecem bastante com os mimos que Victarion Greyjoy pensa estar fazendo a Moqorro cada vez que o sacerdote o ajuda a capturar um navio.
Portanto, a influência da mulher vermelha sobre Stannis vem crescendo conforme ela se mostra eficiente, de forma que Melisandre vai se tornando cada vez mais exigente em seus mimos.
Por fim, quero propor uma reflexão: Por que Cortnay Penrose se negou a entragar Edric Storm a Stannis?
– O bastardo do meu irmão deve ser entregue a mim.
– Neste caso, minha resposta continua a ser não, senhor.
(ACOK, Davos II)
­ Ele acha que Stannis fará algum mal a Edric? Ou tem a ver com o nojo que Stannis sente por bastardos (ou por aquele bastardo em específico)?
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2020.07.23 10:48 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt4 HBR

HISTÓRIA DO BRASIL16
16 Sugiro estudar ao menos um pouco História do Brasil e História Mundial antes de começar a estudar Política Internacional, por motivos óbvios. Vale dizer que boa parte da bibliografia de História Mundial pode, também, ser válida para os estudos de política internacional (vide Guia de Estudos).
- Apostilas “Anglo Vestibulares” (para História do Brasil, ler as duas apostilas da matéria na íntegra, com menos ênfase no período colonial): peguei as apostilas do 3º ano do ensino médio do sistema de ensino Anglo (série Alfa) de meu irmão. São quatro apostilas finas (no total, devem ter umas 300 páginas de Brasil e 100 de Mundial, se contar apenas após o Iluminismo). Inicialmente, peguei as apostilas para uma revisão inicial da matéria, mas devo dizer que fiquei impressionado com a qualidade e com a quantidade de informações que eu não havia achado em nenhum outro lugar. Acho que ninguém gosta de ler livros de História que divagam e que, embora bons em algumas partes, também têm alguns capítulos chatos e nem sempre muito interessantes. Inicialmente, achei que as apostilas fossem ser bem gerais (como são, geralmente, os estudos de ensino médio), mas elas me surpreenderam pelo poder de concisão e, ao mesmo tempo, por possuírem muitas informações boas. O mais interessante é que, por se tratar de apostilas voltadas para a revisão de vestibulandos, elas não incluem coisas mais gerais e de que toda pessoa ensinada tem conhecimento; são concisas e informativas. Eu grifava quase tudo dos capítulos. Em História do Brasil, fiz o teste e li determinadas matérias (Colônia e I Reinado) nas apostilas e comparei com a leitura do Boris Fausto (descrição a seguir). Para minha surpresa, a apostila, nessas partes, tinha mais informações e era mais interessante para o que CACD pede que o Boris Fausto. Resultado: fiz o que, para muitos, seria considerado um crime e abandonei o Boris Fausto. Não sei se dei sorte, porque não se cobrou História pura na terceira fase, apenas história da política externa. Possivelmente, os conhecimentos que deveriam haver sido apenas introdutórios foram suficientes, justamente, porque foram introdutórios à matéria de História da política externa, que estudei por outras obras (indicadas a seguir). De todo modo, eu não poderia deixar de fazer a indicação. As apostilas est~o disponíveis para download no “REL UnB”.
- História do Brasil (Boris Fausto): Cuidado! Não é História Concisa do Brasil, é só História do Brasil. Lançaram essa concisa (até constava na bibliografia dos Guias de Estudo, quando ela ainda existia), mas, segundo informações de professores de cursinho, não é boa, há cortes mal feitos e muita coisa fica de fora. O História do Brasil é, dizem, melhor. Para ser bem sincero, li só até meados do Império, que foi o tempo de descobrir as apostilas do Anglo. Depois disso, não toquei mais no livro do Boris Fausto. De qualquer modo, é bastante importante e bem recomendado.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): leitura completa obrigatória, um dos mais importantes de toda a bibliografia. Leia atentamente, faça resumos, fichamentos, mapas mentais, o que puder ajudar a gravar o máximo de informação possível. Ajuda em Política Internacional também. Na prova da terceira fase de História do Brasil de 2011, as quatro questões foram sobre história da política externa brasileira.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Míriam Dolhnikoff): já ouvi falarem muito mal dele, mas achei interessante, principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, os capítulos são divididos por temas de maneira bastante útil (economia; sociedade e cultura; política externa etc.), o que facilita na complementação de estudos em temáticas que você não encontrou muito bem trabalhadas em outras fontes. Em segundo lugar, relacionado ao primeiro, só no manual achei itens mais pontuais referentes aos tópicos “sociedade e cultura”, que eu n~o havia encontrado, de maneira mais simples e sistematizada, em outras obras. Recomendo o possível uso desse manual como complemento a seus estudos de História do Brasil, especialmente das partes que você n~o encontrar em outras bibliografias (como “sociedade e cultura”, em meu caso). Além disso, há boas sugestões de leituras (tanto de bibliografia básica quanto de bibliografia complementar) ao final de cada capítulo do manual. Apesar de ser um manual massacrado por alguns, eu não o dispensaria. Não aconselho, entretanto, que se faça uso desse manual como leitura introdutória. Acho válido ler outras bibliografias de caráter mais geral primeiramente.
- Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio Goes Filho): eu havia lido na Universidade e tinha um resumo muito bom dele (encontrado na internet), então só estudei pelo resumo mesmo. De todo modo, é bem curto e excelente livro sobre a formação territorial do Brasil, assunto recorrente do CACD. Vale a pena a leitura atenta, tomando notas acerca dos principais tratados de limites (nomes, datas, negociadores e o que mudou para o Brasil com cada um). Cobre praticamente todo o primeiro tópico de História do Brasil (só n~o digo “todo” porque, embora eu não saiba o quê, alguma coisa deve ter ficado de fora, nada na vida é tão fácil assim) e é fundamental para o concurso (matéria frequente da primeira e da terceira fases). Um resumo que encontrei na internet est disponível para download no “REL UnB”.
- Formação da Diplomacia Econômica do Brasil (Paulo Roberto de Almeida): o livro é bem grande, com muitos detalhes, então o que interessa são aspectos mais gerais. Usei apenas algumas poucas páginas, para suprir alguns pontos de política econômica no século XIX (tratado de 1827 com a Inglaterra, leis tarifárias pós-Alves Branco e tratado Blaine-Mendonça), mas pude ver que há muita coisa interessante para o estudo de História do Brasil de uma maneira geral também (para isso, atenção aos quadros das páginas: 54-56; 547-550; 579-591; 605-611; 627-628 – podem ser bons resumos não só para temáticas econômicas). Sugiro dar uma folheada, se você tiver tempo.
- Formação do Brasil Contemporâneo (Caio Prado Jr.), História Econômica do Brasil (Caio Prado Jr.) e Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também estão na leitura recomendada para Economia e já caíram como leitura obrigatória de Português na segunda fase. São livros importantes sobre história econômica brasileira, e, mesmo que não leia os livros (só os li na universidade; para o concurso, li apenas resumos), pode ser interessante saber o argumento principal do autor e algumas características mais gerais. Acho que um resumo bom pode ser a solução, uma vez que colônia não é a temática principal nem da prova de História do Brasil, nem da de Economia.
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda): também recomendado para a segunda fase, embora o cerne da atenção seja outro. É um livro curto e tranquilo de ler, mas nada que um resumo bom não possa ajudar com os principais argumentos. Acho que a relevância, em História do Brasil, talvez esteja mais em fornecer eventuais ilustrações e argumentos de autoridade para a terceira fase que na história presente no livro (com a ressalva de que, nos últimos anos, a possibilidade de usar qualquer coisa de História na terceira fase que não envolva política externa ter sido progressivamente reduzida). O prefácio da 26ª edição, de autoria de Antonio Candido, já serve como bom fundamento nesse sentido (“O Significado de ‘Raízes do Brasil’”, disponível para download no “REL UnB”).
- Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre): acho que não vale a pena a leitura, principalmente por questões de tempo e de possíveis benefícios em termos de aproveitamento no concurso. Um resumo bom das principais ideias do livro pode ser suficiente (mesmo assim, acho que não vale muito a pena para a terceira fase, pode ser mais útil na segunda).
- Os Donos do Poder (Raymundo Faoro): também n~o li. H resumo no “REL UnB”.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): essa obra será, também, útil para seus estudos de Literatura. Não li para a primeira fase, e não me fez falta. Para a terceira, talvez possa ser importante, mas não li. Para a prova discursiva de História do Brasil, destacaria os capítulos:
· Volume 1: “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil”, “Os Donos do Poder”, “Conciliaç~o e Reforma no Brasil” e “A Revoluç~o Burguesa no Brasil”.
· Volume 2: “D. Jo~o VI no Brasil”, “A América Latina: Males de Origem”.
- A Construção da Ordem/Teatro das Sombras (José Murilo de Carvalho): juntamente com Os Donos de Poder, são importantes obras para o concurso, mas, como não tive tempo de ler, peguei resumos e acredito que foram suficientes. Acho que o principal desses autores é pegar alguns argumentos centrais que podem ser usados como argumento de autoridade na prova da terceira fase. Os resumos est~o no “REL UnB”.
- A Formação das Almas (José Murilo de Carvalho): a recomendação que recebi é que um resumo poderia substituí-lo, e foi isso o que fiz. Resumo no “REL UnB”.
- Maldita Guerra (Francisco Doratioto): além de o Doratioto ser membro da banca corretora da terceira fase (e professor do Curso de Formação do IRBr), é um livro sobre temáticas muito importantes. Como não tinha tempo, estudei os tópicos referentes a esse livro em outras obras mais sucintas. Li apenas o capítulo 1 (“Tempestade no Prata”) para a terceira fase, como recomendação do professor do cursinho, mas nem é muito bom. Muito melhor que esse capítulo é o artigo “O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889)”, do próprio Doratioto [Revista do Programa de Pós- Graduação em História da UnB, Vol. 16, No 2 (2008)]. Aproveitando a temática das relações Brasil- Argentina, sugiro o artigo “Relações Brasil-Argentina: uma anlise dos avanços e recuos”, de Alessandro Warley Candeas [Revista Brasileira de Relações Internacionais 48 (I): 178-213 (2005)]. Esses dois artigos est~o disponíveis no “REL UnB”.
Podcast sobre a Guerra do Paraguai: http://www.radioponto.ufsc.bindex.php?option=com_content&view=article&id=903:tempestade
-no-prata&catid=6:radiojornalismo&Itemid=31
Os livros a seguir são recomendações que recebi e recolhi na Internet, embora eu não tenha feito uso de nenhum deles em minha preparação.
- A História do Brasil no Século 20 (Oscar Pilagallo/Folha de São Paulo) - cinco pequenos livros. Já vi recomendações de que é boa (e curta) fonte de revisão, especialmente para a primeira fase.
- A Idade de Ouro do Brasil (Charles Boxer): sobre Brasil colônia. Não sei se vale muito a pena, o que se tem cobrado do assunto é bem superficial, e um livro geral e básico pode resolver o problema.

- A Identidade Nacional do Brasil e a Política Externa Brasileira (Celso Lafer)

- Autonomia na Dependência (Gerson Moura)
- Cronologia das Relações Internacionais do Brasil (Eugênio Vargas Garcia)
- Da Monarquia à República (Emília Viotti da Costa)
- Dicionário de História do Brasil (Moacyr Flores)
- Diplomacia Brasileira (Lampreia)
- História do Brasil: uma interpretação (Carlos Guilherme Mota)
- História Geral do Brasil (org. Maria Yedda Linhares): ler apenas o capítulo sobre o Império.
- Os Sucessores do Barão (Mello Barreto)

- Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula (Vizentini)

- República Brasileira (Lincoln de Abreu Penna): apenas até o fim da Era Vargas.
- Rio Branco: o Brasil no mundo (Rubens Ricupero): pequeno livro sobre o Barão do Rio Branco. Não li, mas acho que pode ser interessante (é bem curto também). Esqueça a biografia do Álvaro Lins, sem utilidade prática para o concurso. Não li nada sobre o Barão que não estivesse no livro de Amado Cervo/Clodoaldo Bueno.
- Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (orgs.: José A. G. Albuquerque, Sérgio
H. N. de Castro e Ricardo A. A. Seitenfus)
- Trajetória Política do Brasil (Francisco Iglesias): segundo recomendações, é um resumo bom de todo o assunto de História do Brasil e pode servir como revisão antes da primeira fase.
- Uma História do Brasil (Thomas Skidmore)
HISTÓRIA MUNDIAL
- Apostilas “Anglo Vestibulares” – já descritas acima. As apostilas estão disponíveis para download no “REL UnB”. Para História Mundial, ler a partir de “Iluminismo”.
- História das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva): li na Universidade e para o concurso. O engraçado é que, quando o li na Universidade, tendo aula com o próprio Saraiva, não gostei do livro e não cheguei sequer a ler os últimos capítulos. Quando fui ler para o concurso, achei bom. Apesar de não ser completo, acredito ser boa introdução para quem está meio enferrujado no assunto ou, ainda, boa revisão de tópicos gerais para quem já estudou alguma coisa. Recomendo.
- O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas é sensacional. Ótima introdução ao tema. Tanto para PI quanto para HM, é um dos melhores e mais importantes para o concurso. Leia a partir do capítulo 3. Sugiro que você, à medida que ler o livro, faça anotações de tópicos e de datas mais importantes (podem ser muito úteis para a revisão às vésperas da primeira fase). É mais voltado para o período após o início da guerra fria, mas há alguma coisa sobre o período anterior a esse também. De qualquer forma, isso significa que outras leituras em temas não contemplados aqui, como Revolução Francesa e Revolução Industrial, por exemplo, são fundamentais. Para cobrir essa parte da matéria, sugiro o volume 2 do História da Civilização Ocidental, do Burns (citado abaixo).
- História da Civilização Ocidental (Burns, volume 2): não li por falta de tempo, mas já ouvi comentários de que é melhor e mais didático que os livros do Hobsbawm (descritos abaixo). Como é um livro antigo, é necessário complementar com outras leituras. O Mundo Contemporâneo pode fazer isso muito bem. Se tiver tempo, é uma leitura bastante recomendada.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): é bem geral e não passa nem perto de falar sobre todos os temas. Incluí o Manual do Candidato: Política Internacional aqui na lista de livros de História Mundial pela simples razão de o livro ser quase todo igual (ou, para não dizer “igual”, ao menos muito semelhante) ao O Mundo Contemporâneo. Há partes que são simplesmente idênticas (apesar de o autor mudar os nomes dos capítulos). A dica, portanto, é comparar os conteúdos, para ver o que é novidade e o que não é. Preferi O Mundo Contemporâneo (ler apenas do capítulo 3 em diante). O manual possui alguns erros (especialmente, de datas), mas nada que não possa ser facilmente detectado por um leitor atento (e que saiba um pouco de História, obviamente) ou que comprometa o livro como um todo. Se não tiver acesso ao O Mundo Contemporâneo, o manual não é de todo ruim.
Obs.: não confundir! Há outro manual mais novo, de autoria de Cristina Pecequilo, que está descrito abaixo, na parte de Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial (Vizentini): sabe aqueles livros que dão vontade de chorar e de abrir o Word, para fazer todas as doze milhões e quatrocentas mil correções de Português necessárias? Então, aqui está um prato cheio. Tenho amigos que começaram a ler e não conseguiram terminar. Não sei como eu resisti até o final, mas devo dizer que está longe de ser uma leitura prazerosa ou primordial. Passe adiante!
- História da Paz e História da Guerra (org. Demétrio Magnoli): os livros são, de maneira geral, bons e rendem boas anotações, embora não sejam imprescindíveis. O História da Guerra está disponível para download no “REL UnB”.
- As “Eras” de Hobsbawm: não li nada do Hobsbawm. Para falar a verdade, só para não dizer que não li nada, li dois trechos curtos de capítulos, sobre Revolução Mexicana e sobre a Revolução Russa de 1905. Foi o suficiente para decidir não ler mais nada. Mil desculpas aos amantes da História e do Hobsbawm, mas cheguei à conclusão de que não tinha tempo para gastar com capítulos longos e, muitas vezes, com informações desnecessárias (ou até mesmo sem as informações que, para o concurso, realmente importam, haja vista a parte de Revolução Mexicana, que não fala nada com nada). Aí alguém diz “mas havia um item em 2011 que era praticamente cópia do Hobsbawm”, e respondo: 1) acho pouco provvel que alguém consiga decorar detalhes como os que foram pedidos; 2) a questão foi tão mal feita que, apesar de ser quase a cópia do livro, copiou errado, e o gabarito ficou errado (ou seja, se a prova fosse de consulta, é provável que eu errasse a questão – pode ser que eu seja muito burro para entender o Hobsbawm também, mas não consegui entender de onde a banca tirou o gabarito louco a questão). Se você fizer muita questão de ler o Hobsbawm, mas muita questão mesmo, sugiro que leia apenas a Era dos Extremos. Se, ainda assim, você quiser ler e fichar todos os quatro livros, saiba que estará perdendo tempo. Todas as “Eras” est~o disponíveis para download no “REL UnB”. Reproduzo, a seguir, uma indicação de leituras que achei na internet, para aqueles que querem ler o Hobsbawm de qualquer maneira. Não sei se a seleção de capítulos é boa, se é muita leitura (provavelmente, sim) etc. De qualquer forma, aí vão os capítulos recomendados no blog “Estudos Diplomticos”:
- Era das Revoluções: cap. 1 a 3, 6, 7, 16;
- Era do Capital: cap. 1, 5, 6, 9, 12 a 16;
- Era dos Impérios: cap. 3 a 6, 9 a 13;
- Era dos extremos: cap. 1 a 8, 11 a 13 e toda a parte III.
- O Longo Século XX (Giovani Arrighi): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 1 e 4 (obviamente, ponderando, de acordo com o edital, o que é realmente importante nesses capítulos). Não acredito que seja indispensável.
- Ascensão e Queda das Grandes Potências (Kennedy): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 4 a 8. Não acredito que seja indispensável.
- Diplomacia (Kissinger): Só li algumas partes na universidade, não para o concurso. Um professor de História Contemporânea da UnB, ex-professor de cursinho preparatório para o IRBr, recomendou a um amigo a leitura dos capítulos 9, 10, 16, 19, 24 a 30. Não acredito que seja indispensável.
- “Wikipédia”: como tudo na vida, é necessário usar com consciência, mas pode ajudar bastante, especialmente para coisas pontuais. Ainda que, como todo mundo não se cansa de repetir, haja muitos erros (nisso ela não inovou: quantos milhares de erros também achamos nos livros da bibliografia?), acho que, desde que não seja sua única ou principal fonte de conhecimento, pode ajudar bastante em História Mundial.
Outras sugestões que recebi (mas não li nem as obras, nem comentários a respeito delas): História da América Latina (Donghi), História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias (Michel Beaud), Introdução à História Contemporânea (G. Barraclough), The Penguin History of the Twentieth Century: The History of the World, 1901 to the Present (J. M. Roberts), O Século XX (org. Daniel Aarão, 3 vol).
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2020.07.04 00:54 altovaliriano Grande Walder matou Pequeno Walder

Em A Dança dos Dragões, em meio às mortes misteriosas em Winterfell, ocorre uma que parece estar fora das expectativas:
As portas do Grande Salão se abriram com estrondo.
Um vento frio entrou rodopiando, e uma nuvem de cristais de gelo brilhou azul e branca no ar. Através dela veio Sor Hosteen Frey, endurecido até a cintura pela neve, um corpo nos braços. Em todos os bancos, homens baixaram seus copos e colheres para ver boquiabertos o macabro espetáculo. O salão ficou em silêncio.
Outro assassinato.
A neve escorregava do manto de Sor Hosteen, enquanto ele caminhava em direção à mesa principal, seus passos ressoando contra o chão. Uma dúzia de cavaleiros Frey e homens em armas entraram atrás dele. Um era um garoto que Theon conhecia; Grande Walder, o pequeno, cara de raposa e magro como um palito. Seu peito, braços e manto estavam salpicados de sangue.
O cheiro daquilo agitou os cavalos. Os cães saíram debaixo das mesas, farejando. Homens se ergueram dos bancos. O corpo nos braços de Sor Hosteen brilhava sob a luz das tochas, blindado em gelo rosado. O frio que fazia lá fora congelara seu sangue.
O filho de meu irmão Merrett. – Hosteen Frey colocou o corpo no chão, diante do estrado. – Massacrado como um porco e enfiado embaixo de um monte de neve. Um garoto.
Pequeno Walder, pensou Theon. O grande.
(ADWD, Theon)
Como se vê, o assassinato é apresentado com uma pompa ausente nas demais mortes. É claro que o garoto Frey tem um status diferentes dos homens de armas que vinham sendo assassinatos, porém as reações a sua morte também revelaram que algo fora da curva estava acontecendo.
As lavadeiras de Abel, que estavam provocando as mortes no castelo, assim reagem à censura nos olhos de Theon:
Olhou para Rowan. Há seis delas, lembrou. Qualquer uma pode ter feito isso. Mas a lavadeira sentiu seu olhar.
– Isso não é trabalho nosso – disse.
– Quieta – Abel a advertiu.
A situação no grande salão de Winterfell se desenrola para tornar a morte de Pequeno Walder Frey um crime de Wyman Manderly. Como Jared, Rhaegar e Symond Frey já haviam sumido depois de passarem por Porto Branco, não era difícil atribuir qualquer culpa a Lorde Wyman:
Lorde Ramsay desceu do estrado até o garoto morto. Seu pai se ergueu mais lentamente, olhos claros, encarando solene.
– Isso foi trabalho sujo. – Pela primeira vez, a voz de Roose Bolton estava alta o suficiente para ser ouvida. – Onde o corpo foi encontrado?
– Embaixo daquela fortaleza destruída, meu senhor – respondeu Grande Walder. –Aquela com as velhas gárgulas. – As luvas do menino estavam empastadas com o sangue do primo. – Eu disse para não sair sozinho, mas ele falou que tinha que encontrar um homem que lhe devia prata.
– Que homem? – Ramsay exigiu saber. – Dê-me seu nome. Aponte-o para mim, garoto, e eu lhe farei um manto com a pele dele.
– Ele nunca disse, meu senhor. Apenas que ganhou o dinheiro nos dados. – O garoto Frey hesitou. – Foram uns homens de Porto Branco que o ensinaram a jogar. Não sei dizer quais, mas foram eles.
– Meu senhor – trovejou Hosteen Frey. – Conhecemos o homem que fez isso. Matou este garoto e todos os demais. Não com suas mãos, não. É muito gordo e muito covarde para matar por conta própria. Mas por sua ordem. – Virou-se para Wyman Manderly. – Nega isso?
Manderly, contudo, não se deixa intimidar. Na verdade, o Lorde de Porto Branco não faz qualquer defesa para si ou para seus homens. Ignora a investigação totalmente e parte de vez para o ataque a Casa Frey, algo que não se sentiu à vontade para fazer nem mesmo quando estava em sua própria cidade.
O Senhor de Porto Branco mordeu uma linguiça no meio.
Confesso... – Limpou a gordura dos lábios com a manga. – ... confesso que conhecia pouco este pobre garoto. Era escudeiro de Lorde Ramsay, não era? Quantos anos tinha o rapaz.
Nove, no último dia de seu nome.
Tão jovem – disse Wyman Manderly. – Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey.
A seguir, Hosteen fere Wyman quase mortalmente e diversos homens de arma Frey e Manderly morrem em uma luta que é separada por lanceiros Bolton. Para evitar mais confrontos, Roose envia os Frey na vanguarda do ataque a Stannis na Vila dos Arrendatários eu assunto morre, sem que seja solucionada a morte de Pequeno Walder.
Muitos leitores já apontaram culpados. Desde o óbvio Lorde Manderly até o misterioso Fantasma de Winterfell. Alguns até mesmo acusaram Ramsay Bolton, alegando que ele imaginava que o garoto o estivesse espionando e que ele armou a cena para que Manderly levasse a culpa.
Entretanto, a teoria que se tornou mais famosa foi a que Pequeno Walder foi morto por seu próprio primo, Grande Walder, por um motivo torpe e fútil (especialmente para uma criança de nove anos), que servirá de prenúncio do futuro da Casa Frey.
Pequeno Walder e Grande Walder são primos enviados para serem criados em Winterfell como parte da aliança entre rei Robb Stark e lorde Walder Frey. Por serem crianças, comentários estúpidos são esperados, assim como que eles compartilhem os mesmo valores que os adultos com quem conviveram. No caso das Gêmeas, o lodaçal Frey de pessoas mesquinhas e egoístas encabeçado por lorde Walder.
Há várias exceções, claro. Freys são seres humanos, então há decentes e indecentes. Mas pelo que vimos através de Pequeno e Grande Walder, eles pareceram mais identificados com o último tipo. Especialmente, Grande Walder.
Com efeito, Grande Walder manifesta uma expertise e crueza muito singulares para uma criança quando o assunto é a ascensão ao poder:
Nós somos primos, não irmãos – acrescentou Grande Walder, o menor. – Eu sou Walder, filho de Jammos. Meu pai é filho de Lorde Walder e da sua quarta esposa. Ele é Walder, filho de Merrett. A avó dele era a terceira esposa de Lorde Walder, a Crakehall. Ele está na minha frente na linha de sucessão, apesar de eu ser mais velho.
Só por cinquenta e dois dias – retrucou Pequeno Walder. – E nenhum de nós jamais ficará com as Gêmeas, seu estúpido.
Eu ficarei – declarou Grande Walder.
(ACOK, Bran I)
Quando chegou a Winterfell a notícia da morte de Stevron Frey, tudo que os garotos conseguem pensar é na linha de sucessão, porém Grande Walder consegue ser mais frio do que seu primo:
[...] Isso significa que Sor Emmon é agora o herdeiro?
Não seja burro – o primo rebateu. – Os filhos do primogênito vêm antes do segundo filho. O seguinte na linha de sucessão é Sor Ryman, e depois Edwyn, e Walder Negro e Petyr Espinha. E depois Aegon, e todos os filhos dele.
Ryman também é velho – disse o Pequeno Walder. – Já passou dos quarenta, aposto. E tem uma barriga ruim. Acha que ele vai ser o senhor?
Eu serei o senhor. Não me interessa se ele é ou não.
(ACOK, Bran V)
Entretanto, falar é uma coisa, fazer é outra. Grande Walder teria coragem de matar seu primo no afã de herdar o título de Senhor da Travessia? Sim, e o que demonstra isso é justamente as dinâmicas de um jogo exatamente chamado “Senhor da Travessia” que os Frey trouxeram para Winterfell:
Para jogar, punha-se o tronco atravessando a água e um jogador ia para o meio com o bastão. Era o senhor da travessia, e, quando um dos outros jogadores se aproximava, ele tinha de dizer: “Eu sou o senhor da travessia, quem vem lá?”. E o outro jogador tinha de inventar um discurso sobre quem era e o motivo pelo qual devia ser autorizado a atravessar. O senhor podia obrigá-los a prestar juramento e a responder a perguntas. Não tinham de dizer a verdade, mas os juramentos deviam ser cumpridos, a não ser que incluíssem a palavra “talvez”. Portanto, o truque era dizer essa palavra sem que o senhor da travessia notasse. Então, podia-se tentar atirá-lo na água, e quem conseguisse passaria a ser o senhor da travessia, mas só se tivesse dito “talvez”. Caso contrário, ficaria fora do jogo. O senhor podia atirar qualquer um na água sempre que quisesse, e era o único que podia usar um bastão.
Na prática, o jogo parecia resumir-se a empurrões, pancadas e quedas na água, acompanhados de sonoras discussões sobre se alguém tinha ou não dito “talvez”. Normalmente, era o Pequeno Walder o senhor da travessia.
Dessa forma, os Walder eram educados por meio desse jogo disputarem o título de Senhor da Travessia à base da violência. Na dinâmica entre os primos, Grande Walder geralmente ocupava a posição de contestante, como se estivesse destinado a derrubar o primo em algum momento.
É notável como GRRM gasta mais tempo explicando as regras deste jogo do que qualquer outro nos livros. Parece que o escritor está querendo nos mostrar como a criação nas gêmeas favorece a competição, tirania e a traição como valores inerentes à Casa. Os jogadores tem que enfrentar desarmados os caprichos do “Senhor” armado e somente são autorizados a derrubá-lo uma vez que o tiverem enganado.
Este jogo está tão entranhado na cultura das Gêmeas que até o nonagenário Lorde Walder faz referência a ele quando Robb vem se arrastando após trair seu compromisso com a Casa Frey:
Tenho de tratar da travessia de meus homens para a outra margem, senhor – disse Robb.
Eles não se perderão – objetou Lorde Walder. – Já atravessaram uma vez, não foi? Quando vieram do norte. Quiseram atravessar, e eu concedi-lhes passagem, e você nunca disse talvez, heh. Mas faça o que quiser. Leve todos os homens pela mão, se assimentender, por mimtanto faz.
(ASOS, Catelyn VI)
Por outro lado, Grande Walder devia estar em crescente insatisfação por seu primo estar ganhando a comapnhia de Ramsay:
Pequeno Walder se tornara o favorito de Lorde Ramsay, e cada dia parecia mais com seu senhor, mas o menor dos Frey era feito de material diferente, e raramente tomava parte nos jogos e nas crueldades do primo.
(ADWD, Fedor III)
Esta semelhança crescente entre o Frey assassinado e Ramsay é um sinal de que a disputa entre os Frey poderia se tornar uma tragédia de família. Afinal, Ramsay é acusado de ter matado seu meio-irmão Domeric. Sendo assim, Grande Walder pode ter pensado em matar o primo para prevenir que este viesse a ameaçar sua posição.
E, de fato, Grande Walder demonstra trata o uso da violência com indiferença, inclusive quando são pessoas de seu próprio sangue que estão em questão. Como quando Theon-Fedor pergunta a ele por Rhaegar, Jared e Symond Frey:
Encontraram seus primos, meu senhor?
Não. Nunca achei que os encontraríamos. Estão mortos. Lorde Wyman os matou. Isso é o que eu teria feito se fosse ele.
(ADWD, Fedor III)
Por fim, as circunstâncias em que o corpo de Pequeno Walder é apresentado denunciam que há algo de errado na história contada por Grande Walder.
Hosteen Frey afirma que Pequeno Walder foi “massacrado como um porco e enfiado embaixo de um monte de neve”, portanto quem quer que tenha retirado o garoto do local onde foi achado deveria estar molhado de neve, mas não necessariamente de sangue.
E é isso que ocorreu a Hosteen, que é descrito como “endurecido até a cintura pela neve” e sendo visível que “neve escorregava” de seu manto.
A coisa é bem diferente com Grande Walder, cujas luvas “estavam empastadas com o sangue do primo”. É claro que alguém poderia arguir que ele estava com sangue do primo devido a ter encontrado o corpo primeiro debaixo da pilha de neve e teve contato com o ferimento antes de todos.
É dito que mesmo nos braços de Hosteen “o frio que fazia lá fora congelara” o sangue no ferimento do menino morto. Assim, se o garoto teve contato com o sangue congelado e saiu para chamar Hosteen para desenterrá-lo, é possível que fluído tenha derretido no meio tempo, ensopando suas luvas.
Contudo, é extremamente suspeito que “seu peito, braços e manto estavam salpicados de sangue”. Com o frio que fazia lá fora, era praticamente impensável que tanto sangue tivesse salpicado seu peito, braços e, especialmente seu manto.
Entretanto, por mais suspeito que isso seja, não chamou a atenção de ninguém presente. Talvez isso se deva ao fato de que os presentes estivessem muito concentrados em incriminar Lorde Wyman, que não prestaram a atenção a estes detalhes investigativos. Tudo aconteceu muito rápido e os humores já estavam exaltados desde o momento em que Hosteen entrou no recinto com o corpo.
Por outro lado, o fato de Hosteen não ter ligado os pontos quando teria visto Grande Walder todo ensaguentado, enquanto ele mesmo, que desenterrara o garoto, não tinha quase nenhum traço de sangue, provavelmente se deve ao fato de [SPOILERS de Ventos do Inverno]ele ser considerado estúpido, nas palavras de Stannis Baratheon.
De todo modo, o assassinato do Pequeno pelo Grande (do mais novo pelo mais velho, do mais alto pelo mais baixo) parece servir de prenúncio para como a cultura de concorrência da família Frey irá resultar em guerra civil nos próximos livros, todos jogando a versão Frey do jogo dos tronos.
E isto parece estar previsto por uma das rimas de Cara-Malhada, quando ele diz:
– Debaixo do mar, o peixe velho come o peixe novo. [...] Eu sei, eu sei, ei, ei, ei.
(ASOS, Davos V)
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2020.06.07 22:41 pedrojonathan Curse of Zeus

Ano de 2010 - 6 de junho. As 8 horas da manhã.
Meu nome é Stewart, tenho 16 anos e estudo período integral, ou seja, passo o dia todo na escola, apesar de eu parecer um garoto normal eu não sou muito social, tenho apenas um amigo... O nome dele é Davi, ele é meu amigo desde a primeira série, nós não fomos sempre amigos... Por exemplo quando a gente nos conhecemos a gente se odiava, porquê um era sempre melhor que o outro em uma ou outra coisa... Mas certo dia na primeira série a gente começou conversar e acabamos virando amigos... E hoje somos os melhores amigos (até pq não temos mais amigos).
Eu e ele sempre acaba fazendo besteira, e sempre sobra para os nossos pais, no meu caso sobra pra minha mãe e no caso ele sobra pro pai dele.
Mas com o tempo a gente deve aprender a ser mais maduro não é mesmo?... Era pra ser, mas parece que quando a gente tá junto a gente só dá besteira...
Independente de qualquer coisa, nada no mundo separa a gente, sem contar que eu e ele trabalhamos junto hoje em dia, somos funcionário de uma lanchonete, porém a gente só trabalha das 6 da tarde até às 11:00 da noite.
Como somos jovens de apenas 16 anos tá é muito bom ter um trabalho e ainda estudar considerando que a maioria dos garotos da nossa idade está entrando na vida do crime e drogas...
Dia 7 de junho
Hoje tem duas aulas de educação física na escola e sempre que tem essas aulas eu e o Davi faz uma competição pra ver quem corre mais rápido e chega no outro lado da quadra primeiro... Geralmente ele sempre ganha, só ganhei hoje dele porquê ele veio pra escola passando mal por causa de um arranhão de animal na perna dele, que por sinal ele não deixou eu ver. Eu nunca entendi como um garoto de 16 anos poderia correr tão rápido, ele parecia uma máquina, mas ele sempre foi daquele jeito dele... De sempre superar as expectativas dos outros.
Hoje quando a gente tava correndo na educação física ele caiu no chão e deu um grito MUITO ALTO, parecendo que tava doendo muito, o professor mandou eu ir pegar um copo de água, quando eu chego na quadra de volta tem uma garota muito linda segurando a mão dele, parece que tava cuidando dele... Depois dele ter descansado, ele voltou pra aula e ficou super calmo o resto do dia, mas aquela garota não saia da minha cabeça... Ninguém tinha dado muita moral pra ele só eu o professor e ela, por que ela faria diferente de todos os alunos e iria ajudar ele?... Detalhe que ela não era da nossa turma e eu nunca mais vi ela na escola.
Mesmo dia as 17:00 horas
Bom... Depois desse dia cansativo na escola eu e o Davi combinamos de mim ir dormir na casa dele hoje, eu tava pensando de que se ele precisasse de ajuda por causa do machucado eu poderia ajudar ele. A gente ficou jogando vídeo game até tarde e fomos dormir lá pras 1 da manhã. Eu nunca tive dificuldade pra dormir, na verdade eu durmo muito fácil e meu sono é muito pesado. No meio da madrugada acordei no susto com um barulho e vi que o Davi não tava no quarto, pensei que ele só tinha ido tomar uma água ou teria ido ao banheiro.
Dia 8 de junho - 6:30 da manhã
Eu nunca acordei tão cedo sem despertador quanto nesse dia... Eu levantei meio cansado e fui ao banheiro, quando eu saí do banheiro eu dei uma boa olhada na casa inteira e ele não tava em casa, nem ele nem o pai dele, então eu fui ligar pra ele e o celular dele tava em casa... Essa foi a primeira vez que o Davi agiu tão estranho, ele nunca tinha feito algo assim... O pai dele chegou em casa por volta de umas 8 da manhã e disse que ele tinha saído pra "resolver um negócio"... Ele disse que de noite ouviu um barulho e saiu para ver o que era, na hora eu lembrei que também tinha ouvido, ele disse que alguém tinha saído pela janela no quarto do Davi e quando foi lá ver só estava eu no quarto, ou seja, o Davi por algum motivo saiu sem falar nada, sem deixar qualquer rastro, e sem ter qualquer meio de comunicação comigo e com o pai dele. O pai dele não tava ligando muito porquê parece que o "Davi sabia se cuidar"... Conhecendo o Davi eu nunca ficaria tranquilo numa situação dessas... Eu esperei muito tempo, já era umas 5 da tarde e o Davi não apareceu, eu resolvi ir atrás dele porquê já tava me preocupando...
Mesmo dia ---- 10 da noite.
Eu procurei ele em todos os lugares que ele ia quando tava triste ou com raiva... Menos em um lugar, um riacho que quas ninguém ia, sinceramente não sei o porquê, lá é muito bom só que é muito calmo também. Já tava muito tarde e o pai dele ainda tava super de boa com isso. Eu não, eu tava cada vez mais preocupado, quando eu finalmente achei ele, ele tava no riacho que a gente ia de vez em quando... Adivinha quem tava com ele? A mesma garota da quadra, aquela garota que cuidou dele quando ele tinha caído na quadra. Fiquei muito bolado de saber que ele saiu sem falar nada pra ir encontrar uma garota, mas não atrapalhei ele... Porque de fosse eu no lugar dele não ia querer que me atrapalhasem também. Voltei pra casa e avisei pro pai dele onde ele tava. Fui dormir na casa dele pq a gente tinha combinado de mim passar o final de semana na casa dele, quando eu tava jogando vídeo game sozinho eu ouvi um barulho atrás de mim e tomei um susto muito grande, era ele entrando pela janela. Ele caiu na gargalhada com o meu susto, eu fui perguntar pra ele onde ele tinha ido... Ele falou que só foi esfriar a cabeça. Ele ficou dando um monte de desculpas mas não me contou que estava no riacho com a garota. Eu até pensei que ele tinha ficado assim por causa da morte do avô dele, devia estar mal com isso... Mas ele nunca tinha feito nada parecido e não tinha porquê não me dizer.
Dia 10 de julho - as 13:45
O Davi tá estranho desde o dia que ele caiu na quadra, eu já deixei essa história de lado, ele anda muito cansado, parecendo que não dorme a dias, mas ao mesmo tempo ele anda muito desconfiado de mim. Nunca escondi nada dele e ele vem com essa desconfiança. Aquela noite que vi ele no riacho com aquela garota não sai da minha cabeça, eu pensei que ele só tinha saído pra ficar com ela ou algo assim. Eu resolvi ir pra lá de dia após a aula e ir ver se achava algo... Talvez se eu ir lá não encontre nada mas se tiver alguma coisa eu tenho que descobrir o porquê dele ter feito aquilo.
Mesmo dia 11:20 da noite
Fiquei procurando tanto tempo que já tinha escurecido e eu ainda não tinha achado nada, já tinha desistido de procurar. Quando eu tava indo embora eu vi o Davi chegando no riacho, ele e novamente a mesma garota. Ao invés de mim ir embora e deixar os dois a sós eu fiquei lá escondido e calado. Mas aquela garota sabia que eu tava lá porquê ela falou pra ele ir embora. Ele saiu correndo pra algum lugar, fui atrás dele correndo também porque já não me importava se a garota sabia que eu tava lá ou não. Eu tava seguindo ele e do nada ele parou em um canto perto de árvores e começou a gritar pra mim ir embora, falando que se eu não fosse ele ia me machucar. Eu já não tava entendendo nada porque nunca tinha feito nada que ele nunca gostava e nunca tinha vacilado com ele. Ele falou pra mim ir embora só 3 vezes, eu tava dizendo que não ia ir até ele me dizer o que tava acontecendo e ele me deu um murro do nada. Foi muito forte e eu caí no chão duma vez, ele chegou bem perto de mim e foi pra me bater. A garota chegou até ele e disse... -para com isso!... Não tem porquê machucar ele. Eu não tinha entendido nada e sai correndo daquele lugar. Cheguei em casa e tinha 3 chamadas perdidas do Davi. Eu fiquei muito confuso porque tinha visto ele no riacho tipo a 10 minutos, liguei pra ele de novo e perguntei o porquê dele ter me atacado, a fala dele foi a que me deixou mais confuso: Stewart - Mano por que você fez aquilo? Por que me bateu? Davi - Cara... Você me deu um soco no meio do peito... Sinceramente depois dessa conversa com o Davi eu não entendi nada, não importa o quanto eu dizia oq aconteceu lá eu me confundia mais e mais. Lembro que a dor do soco tava tanta mais tanta que eu não conseguia nem dormir direito. Chegou uma hora que eu comecei a ficar zonzo e acabei desmaiando.
Dia 11 de julho as 7:23 da manhã.
Acordei com a professora brigando comigo por mim estar dormindo na sala de aula.
Eu sinceramente não tava entendendo o que estava acontecendo, porquê eu não sabia como eu fui parar na escola. O Davi estava totalmente diferente de antes, porquê ele dizia que não se lembrava de quase nada, ele só falava que lembrava de alguns "flash". Quando ele falou isso eu meio que me lembrei do soco que levei, que por sinal já não estava mais doendo. Fui mostrar a marca do soco e não tinha nada, como se tudo tivesse sido um sonho. Não lembro de mais nada depois de ter tomado aquele soco, só que acordei na escola. A história do Davi batia com a minha por que ele dizia que num dos flash que ele se lembra, ele dizia ter brigado com alguém, mas não sabia o motivo da briga. O Davi disse que lembra que a garota que cuidou dele na quadra estava lá junto na briga. Eu realmente lembrava de que tinha uma garota lá, e de fato era a mesma garota que eu tinha visto na quadra. Ela tinha aparecido apenas para cuidar do Davi e depois foi embora, só apareceu no riacho para separar a briga e talvez cuidar de alguém. E se ela só aparece para cuidar quando a gente se machuca, mas por que ela faria isso?... Uma garota que nunca vimos nas nossas vidas? Ao invés de mim ficar pensando na noite passada, eu fiquei pensando sobre a garota e o que ela fez.
Mesmo dia após a aula - 6:28 da tarde
Chamei o Davi pra ir pra minha casa pesquisar sobre, mas ele disse que o tio dele chegava de viajem hoje, e tinha que ir direto pra casa pra receber o tio. Quando eu cheguei em casa minha mãe disse que tava preocupada comigo, pois não me via desde o dia anterior. Eu só fiquei mais confuso, mas como sabia que tinha me envolvido em briga pra não preocupar ela mais ainda eu disse que fui dormir na casa do Davi. E ela ficou brava comigo por nem avisar ela de que ia dormir fora, mas ficou tudo de boa porquê ela viu que eu estava bem. Comecei pesquisando sobre a aparência da garota, que era uma menina jovem dos cabelos brancos e não tão longos, eu vi muitas fotos e vídeos de garotas com as características que eu coloquei, mas nem uma se parecia. Mas eu vi uma foto que chamou a minha atenção, era a foto de uma da estátua de Kalezzandrea. Pesquisei mais a fundo e descobri que ela era uma jovem garota que foi amaldiçoada para sempre viver com os lobos, entre isso cuidar dos lobisomens, "Kalezzandrea ou a cuidadora dos lobos é o nome que se da a jovem que se tornou guardadora e companheira de lobisomens. Ela é a versão humana que trás a paz para a vida perturbada dos lobisomem.". Eu já não tava conseguindo acreditar que no mundo real isso podia existir, pensava que era só história pra criança. Eu tava tão focado no que eu tava lendo que eu comecei a escutar uns passos e batimentos vindo em direção ao meu quarto, em questão de segundos minha mãe entrou no quarto sem nem bater na porta. Pouco depois de minha mãe me chamar para o jantar eu escutei um grito muito alto, chega ecoou na minha cabeça. Parecia que estava me chamando, não dei muita moral e fui jantar, porque pensei que era coisa da minha cabeça. Terminei de jantar e fui dormir, mas eu estava pensando muito no grito que não escutei, é como se minha mãe chamasse e eu não atendia. Acabei pegando no sono por causa disso.
Dia 12 de julho as 2 da manhã.
Eu estava dormindo tranquilo quando do nada escutei o mesmo grito me chamando, só que dessa vez eu agi normalmente, como se já soubesse o que era. Era como se meu corpo fizesse mas eu não conseguisse reagir. Como se alguma coisa tivesse me controlando, como se algo fizesse e eu só estivesse vendo nem falar eu podia. Eu pulei a janela do meu quarto e percebi que estava indo para o mesmo riacho que o Davi foi com a garota. Cheguei lá e novamente vi o Davi e a mesma garota. O Davi tava diferente, como se o semblante dele tivesse diferente. Ele olhou pra mim e disse: Davi: o que você está fazendo aqui Stewart? Stewart: Não sei, sinceramente não sei nem como vim parar aqui.
Continue....
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2020.05.07 00:21 caiomguidio Minhas impressões — possíveis spoilers*

O caso todo é muito controverso, existem uma série de incongruências tanto da defesa quando da acusação. Eu particularmente acredito que houve sim um complô por parte das autoridades estatais e judiciárias no caso. Isso porque pra quem sabe como se dão as coisas (sou advogado e sei como a briga de egos funciona e como a sujeira é constante, ainda mais nos processos criminais que tem o Estado como autor da ação). Também acho que as coisas se deram da maneira que se deram diante da facilidade em colocar os acusados como culpados do caso diante de todo cenário politico, social e das incongruências presentes, procurar uma justificativa e uma história longe da que foi passada a qual seria mais oneroso solucionar, podendo ocorrer até mesmo certa incompetência por partes das autoridades ao ponto que o caso estaria sem solução até hoje são algumas das minhas teses. Porém vamos lá:
1) estou no episódio 19, onde existem os questionamentos a respeito da data do dia 6 ou dia 7, minha dúvida é: se toda a história tem como foco principal a ida a casa da vítima porque os pais do menino não foram ouvidos sobre tais questões? Ou melhor, porque eles não foram ouvidos em momento algum (até agora pelo menos não vi nada)? Eles poderiam sim terem sido ouvidos e até agora não vi nada.
2)As declarações das testemunhas que confirmaram os alibis dos acusados são em suma conseguidos e apresentados pela acusação portanto nem preciso comentar.
3)É óbvio que Diógenes é levado a sério e até demais em todo processo e isso é facilmente motivo para ser declarado nulo todo o processo isto porque foi tratado como normal o fato do Diógenes promover uma investigação particular, em alguns momentos ele é colocado até como uma pessoa que atrapalha as investigações mas ninguém deu a relevância necessária pra isso, repito foi tratado até como forma normal, diferente das diversas indagações que existiram sobre aquele delegado (se não me engano Luiz Carlos de Oliveira) que precedeu a investigação do caso Leandro e assumiu que também fazia investigações do caso Evandro. É tudo muito parcial ao meu ver.
4)As incongruências sobre o corpo, seu estado, cheiro e etc também são bastante ignoradas ao meu ver, pois em 5 dias um corpo não estaria daquela forma.
5)O fato das investigações particulares de envolvidos seguirem e da ausência da juíza Anesia a sua comarca são situações sérias pois dizem respeito ao exercício de funções públicas que foram deixadas de lado e deturpadas competências.
6)Porque o júri se deu em São José dos Pinhais?
7)Diógenes em certo momento em sua teoria da conspiração fala que telefone aquela época era artigo de luxo sendo o dele um dos poucos que não estava grampeado (?), em episódios seguintes ele fala que na data do dia 6 vai até a casa dos pais de Evandro com sua mulher mas voltam pra casa e ficam no aguardo de notícias sempre em contato via telefone com os pais do menino e com conhecidos (?). Como um artigo de Luxo, segundo ele, e realmente faz sentido pois em 92 telefone eram sim um artigo de luxo, poderia estar presente a casa dos pais de Evandro que ao meu ver pareciam ser mais humildes que ele, dado ele era engenheiro e a mãe de Evandro era faxineira na escola? Diogenes ainda fala que viu um corpo ser jogado no mar e tal fato não foi muito tratado em todo o caso. Em uma reportagem nos materiais extras do episódio 6 ou 7, quando falava sobre o caso Leandro, o pai de Leandro revela a briga entre ele e o Diógenes e consta que ele viu Diógenes na noite do crime com um corpo, que Diógenes é o autor de todas as mentiras, que Diógenes sabia onde estaria seu filho, que Diógenes mentia sobre a história do corpo Jogado no mar e eu fico me perguntado porque nada disso foi dado importância? Talvez porque o Ivan disse não ser possível levar a serio o que João Bossi dizia por já estar extremamente transtornado, mas eu não consigo cair nessa. Diógenes foi o único que viu o suposto sequestro do Leandro (?).
Enfim, pode ser porque eu realmente não fui com a cara do Diógenes e a forma com que ele se porte e sua intonação nos depoimentos e conversas com o Ivan, pra mim, soam ensaiadas e há muita omissão e manipulação por parte dele.
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2020.05.03 09:01 jessicansada Quero ler as teorias de quem acompanha esse subreddit e, assim como eu, acha esse caso revoltante e intrigante ao mesmo tempo.

Vou deixar minha teoria do que realmente aconteceu na Guaratuba de 1992, sei que isso já foi muito discutido por aqui, mas me peguei tão viciada nesse caso que não consigo parar kk
Também quero ler as teorias de vocês, por favor se puderem deixar suas opiniões vou adorar!
Então vamos lá: Ao meu ver, nos casos Leandro e Evandro não houve NENHUM assassinato, mas foram cometidos muitos outros crimes por parte de políticos, militares e outras autoridades da época. A verdadeira máfia por traz do rapto dos dois meninos (e talvez outras crianças) saiu impune pois as atenções foram totalmente desviadas pros 7 acusados... Vou tentar explicar em ordem, o que pode ter acontecido a partir do ano de 1992:
1 - Inicialmente os garotos foram vítimas de uma rede de tráfico infantil, esse negócio era muito lucrativo e era fácil driblasubornar as autoridades na época. Antes de cada rapto foi retirado do IML corpos de crianças da mesma idade pra serem plantados em determinado local afim de forjar todo um cenário de assassinato (pra investigação não cogitar se tratar de tráfico humano). Mas posteriormente o corpo que foi plantado para ser de Leandro foi constatado que era uma menina vestindo uma cueca, já no caso Evandro no local foi encontrado chumaço de seu cabelo e as chaves de casa próximo ao corpo (obviamente uma cena montada), seu cadáver maior e mais velho, além disso foi retirado mãos, pés e escalpo do cadáver pra dificultar exames de DNA que provariam que aquele NÃO era o Evandro.
2 - Com as duas crianças raptadas e levadas pro exterior e os cadáveres plantados, assim se inicia um dos casos mais polêmicos e controversos do Brasil
3 - Nesse cenário surge Diógenes e uma suposta testemunha ocular (que acredito q tenha sido convencido pelo mesmo a depor contra as Abagge), não era segredo que Diógenes tinha um “ranço” antigo dos Abagge, envolvendo família e política. Então diante do suposto corpo de Evandro encontrado Diógenes se aproveitou disso pra criar a teoria do Ritual de magia negra, pois ele sabia que Beatriz Abagge frequentava o centro Umbanda de Osvaldo (deixando claro aqui que NÃO acredito que Diógenes tenha algo a ver com o rapto dos meninos, “apenas” se aproveitou da situação pra se vingar da família Abagge e inflar seu ego, pois ele gostava da atenção recebida. Ou ele pode sim estar envolvido no sumiço, sei lá não ponho a mão no fogo por esse homem nunca!)
4 - Diante das acusações entram os militares, grupo Tigre que recebe confissões dos acusados através de torturas físicas e psicológicas. (Lembrando que a violência utilizada não era nada pessoal, foi feita a fim de obter confissões rápidas e fechar logo o caso pra sairem como os heróis, uma grande covardia repetida até nos dias de hoje)
5 - Os exames de DNA no corpo indicaram por 2 vezes que o cadáver não é Evandro.
Algo que fica muito óbvio pra mim é que Diógenes, com suas mágoas e preconceitos INDUZIU ao erro toda a investigação, de forma totalmente irresponsável. Com o passar do tempo já era tarde demais para o estado voltar atrás e corrigir as inúmeras falhas causadas por uma sucessão de erros. Nunca dariam o braço a torcer, sempre varrendo a sujeito pra debaixo do tapete.
Por fim, Acredito sinceramente que Evandro e Leandro estão vivos em algum lugar desse mundo, tendo sido arrancados cruelmente de suas famílias e marcando profundamente a vida de cada pessoa envolvida nesse caso construído em cima de tantas mentiras, corrupção, orgulho, busca por poder e vingança. Me dói o coração imaginar o sofrimento dos pais dessas crianças, que até nos dias de hoje buscam alguma resposta, pois sem sombra de dúvidas, esses são os ÚNICOS inocentes dessa história. São tão vítimas quanto Leandro e Evandro.
(Uma curiosidade é que em entrevista o pai de Leandro disse ter certeza que o filho está vivo e ainda nutre esperanças de encontrá-lo. Outra curiosidade é que muitas pessoas acreditam que os meninos foram vítimas de tráfico de órgãos, mas não creio nessa teoria.)
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2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.02.18 19:33 nuwandar Fazem 7 anos que vi um fantasma

Criei essa conta pra registrar esta história.
Brasil, 2013.
Eu e meu sogro estávamos na cozinha tomando café no final da tarde, sentados na ponta da mesa que dava bem ao lado da porta do corredor. Acho que falávamos sobre negócios, câmbio e bolsa de valores, algo do gênero. Foi quando um homem apareceu na porta do corredor, um negro bem alto com umas roupas velhas e sujas (parecia um mendigo) olhou para nós, virou de costas e entrou dentro da parede. Eu olhei para o meu sogro por um instante, sem saber o que dizer e percebi que ele começou a lacrimejar. Falei que tinha alguém dentro de casa, me levantei e comecei a vasculhar os cômodos. Lembro de sentir raiva por ter alguém dentro de casa e a vontade querer pegar o cara. Depois de ter checado tudo, volto para mesa e meu sogro está lá, chorando. Tendo passado tantos anos, eu entendo agora que o choro já servia de confirmação para a pergunta que ia fazer a ele, mas naquele momento eu não estava pensando com clareza. Eu o perguntei se ele havia visto um homem no corredor, ele respondeu que sim. Eu disse que não era possível, procurei na casa inteira estava tudo fechado não tinha como ter alguém ali conosco. Foi aí que ele me perguntou algo que me desmontou completamente. Meu sogro me perguntou se eu havia visto o cara entrar dentro da parede... Sim. É isso mesmo. Agora vamos esclarecer algumas coisas...
Me considero um cético, ateu, bacharel em Física e licenciado em Língua Portuguesa. Trabalhei com arqueologia, recuperação de arquivos e atualmente gerencio contas de investimento. Eu sempre fui o cara da ciência, sabem? Meu sogro, por sua vez, sempre foi um religioso devoto mas também muito pragmático. Sei que ele já havia trabalho com pesca, também em navios de carga e naquela fase de sua vida, trabalhava com transporte logístico de carga marítima.
A casa em que estávamos era alugada por ele, muito antiga, tão antiga que tinha um sótão (algo extremamente incomum onde moramos) e como se não bastasse, também tinha um porão. Na mesa ele também me perguntou se eu tinha checado o porão e respondi que sim, não havia nada de estranho e a porta do porão que dava para uma área mais baixa da casa em que ficava uma espécie de quintal com uma casinha de ferramentas estava trancada. Estava anoitecendo e ele ficou preocupado que pudêssemos estar, de alguma forma, em perigo. Disse para nos trancarmos dentro de um dos quartos e recolhemos algumas armas, para caso algo realmente viesse a acontecer e tivéssemos que nos defender. Eu não chequei o sótão porque era de acesso mais difícil, muito alto e embora eu alcançasse, seria um esforço físico que considerei inútil e, claro, também lembro de considerar que não entraria no sótão sozinho de forma nenhuma depois de ter visto aquele homem no corredor. Eu estava começando a ceder ao medo.
Foi uma noite estranha, mas nada mais aconteceu. Pela manhã, novamente à mesa, ele começou a me contar uma história que ouviu do senhor que havia lhe alugado a casa. Nomearei o senhor em questão de Jonas. O Senhor Jonas havia lhe contado que o seu pai lhe disse, ainda na infância, que naquela casa de sua família o seu avô havia cometido um crime. Meu sogro disse que o avô do Senhor Jonas havia mantido um homem negro, livre, ainda como escravo no início dos anos 1900-1910, o mantendo sempre dentro da casa, sem contato com ninguém. Quando um dia o homem negro descobriu a condição de escravo em que se encontrava não era permitida, que ele podia sair da casa e não tinha obrigação de obedecer aquela família, ele tentou fugir. Foi quando o avô do Senhor Jonas o feriu com tiro e ele morreu na casa...
Dias se passaram, tudo foi esquecido, mal digerido mas ainda assim esquecido e, por algum motivo, resolvi limpar o sótão. Dentro do sótão não havia iluminação elétrica mas o dia estava tão claro que tudo estava visível. Bastou que eu entrasse na primeira galeria do sótão (onde o acesso era justamente pelo teto da cozinha) que eu vi algumas coisas bem ajeitadas em um cantinho (onde seria o pé da caixa d'água de alvenaria, em cima de um dos banheiros). Recolhi aquelas coisas, eram uma pequena caixa de madeira e algo enrolado em um pano. Desci do sótão e coloquei as coisas em cima da mesa da cozinha. Desenrolei o pano e descobri um crânio humano. Imediatamente cogitei que a história pudesse ser verdade e lembro do sentimento de interesse pelo crânio em si (na época trabalhava com pesquisa arqueológica). Já a pequena caixa continha apenas uma carta e uns papéis rabiscados, muito antigos mas que eu duvido que a datação batesse com a do crânio. Na carta não havia nada de interessante, mas em um dos papéis havia escrito algo como "criado canoa morto por desobedecer 1907". Resolvemos deixar os achados no mesmo lugar onde os encontrei, mas adicionando uma cruz e imagem impressa do rosto de Jesus, conforme vontade do meu sogro. Eu iria, 4 anos mais tarde, conhecer o Senhor Jonas e ouvir a história de sua própria voz.
Acho importante dizer que, o que eu vi não era uma imagem desfocada, translúcida, fantasmagórica. Eu vi um homem tão real quanto qualquer outro que vejo todos os dias. O irreal foi vê-lo de alguma forma se embrenhando dentro de uma parede. É impossível não me emocionar enquanto relembro. Me dá um pouco de medo e me faz sentir muito pequeno. Me lembro do rosto dele, dos olhos, do aspecto sofrido. Muitas vezes me pego pensando, tentando achar respostas plausíveis, digeríveis... Luto com minha mente pra aceitar que eu vi um fantasma.
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2020.02.16 21:05 amigodojaspion 20 minutos atrás, mais um policial me parou na rua porque eu estava fumando maconha...

... e na verdade eu fui bem burro de fumar ali, poderia ter fumado em casa e depois ter ido, mas como nunca tem polícia perto da minha casa, resolvi meter o legalize e me fudi.
eles passaram devagarinho na esquina onde eu tava e falou "o que que é essa porra de maconha aí na sua mão?" e eu já conheço esse tipo, quer q vc pise no beck na frente dele. pois bem... tristemente apaguei quem há quinze minutos atrás, nascia das minhas mãos... matei mil dragões por dentro, cheio de ódio desse cara. Mas eu tava chapadão de adrenalina, então até esse ódio ficava em segundo plano.
ele me disse "tá louco? isso aí não foi legalizado ainda não, pô. tem mais aí com você?"
"era so essa pontinha, ~seu saco de bosta do caralho~ "
depois ele falou "então beleza. anda, anda, vai. circula."
primeiros minutos foi só murder simulator na cabeça. eu sou um cara branco, uso óculos, tenho cabelo comprido, maior cara de universitário. mais um pouco de sol na minha pele e era enquadro n'eu kkkkkkk
não tive medo de ser revistado nem de levar um enquadro porque só levo enquadro com amigos meus negros.
Mas você veio até aqui, prometo q não vou ficar debatendo racismo agora. o que eu quero falar eh sobre o que o policial me disse.
ele é um policial civil, e minha cidade é pequena, cuja criminalidade é baixa comparada à da grande SP, pq todo mundo aqui eh pobre classe média no mesmo nível, pobre igual. n tem muita desigualdade. a desigualdade eh q dá crime.
mas o cara eh policial. o cara me vê fumando maconha. infelizmente, ainda eh ilegal. ENTÃO ELE TEM QUE FAZER O TRAMPO DELE, PÔ!
dia 22 vou consagrar Ayahuasca pela 3a vez e graças a isso eu consigo enxergar minha raiva por uma outra perspectiva, por uma perspectiva de conhecimento e amor.
até quando eu falei pra ele "eu não tenho mais não, irmão" e ele me disse "irmão porra nenhuma que eu não fumo maconha com você". E é verdade, mano. O cara me parou por fazer algo ilegal, e os caras entraram na polícia, ganhando pouco por muito risco, pra lutar contra isso. "Irmão" realmente não era o melhor vocativo pro contexto.
Mas o que me deixou pensando foi o "isso aí não tá legalizado ainda" que ele falou.
"ainda".
nem eles acreditam mais direito nesse negócio de prender por ter uma planta, na minha humilde opinião (por "eles" eu quero dizer os policiais da minha cidade pequena) e isso me deixa feliz. eu acho isso porque se ele não gostasse MESMO de maconha, ele diria "esse negócio faz mal" ou algo bem odioso tipo ze droguinha ou noia.
eles sabem q tem MUITA gente não perigosa que gosta de fumar.
espero que ele não goste de falar grosso com maconheiro o mesmo tanto q a gente não gosta de falar com eles kkkkkkkk
uma pessoa possuída pelo ego de verdade como alguns outros policiais q eu já vi mandaria você cuspir no beck, comer o beck, já vi cada coisa.
bom era só isso, desculpa a formatação que eu tô no celular, queria compartilhar essa história de como eu lidei com minha raiva de uma perspectiva diferente, porque raiva dói no peito e eu tô respirando plenamente e me sentindo bem agora.
enquanto eu escrevo agora, ainda reflito sobre o que aconteceu. ainda tem, dentro de mim, resquícios de adrenalina e uma vontade, bem no fundo, de odiar alguém. mas eu sei que.... esse sentimento não nasceu daquele momento que o policial me parou. essa vontade de odiar...
... acho que está dentro de cada um e todo mundo tem que passar por uma certa jornada espiritual pra conhecer o emocional de uma forma mais completa.
sou so um cara na Internet, espero que vocês abençoem meu posts com opiniões diferentes, obrigado por ouvir.
ps: ainda tô chapado então eu tô muito paz e amor hahahahaha
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2019.12.11 03:21 JairBolsogato "Nós nunca imaginávamos o que iria acontecer e nem nos preparamos para o que aconteceu na Venezuela"

Neste artigo, eu queria analisar minhas preparações e a natureza do apocalipse que fomos forçados a enfrentar. Não sei quanto a você, mas qualquer coisa que o tire do seu lugar, da sua cama quente, dos seus animais de estimação, dos filhos, da esposa e do resto da sua família, para mim não tem outra palavra melhor que apocalipse para descrevê-la.
Minha bolha de conforto foi destruída, meu trabalho de uma vida inteira foi jogado pela janela, minha apólice de seguro de família se foi com o vento (embora sem medicamentos para tomar e com os médicos fugindo para a Argentina e Colômbia, não teria sido muito útil mesmo).
As poucas preparações que duraram por 4 ou 5 meses são história agora. Obviamente, os preparativos funcionaram muito bem, e nós esticamos um pouco além, mas uma vez que o sistema entrou em colapso, não houve mais nada que pudéssemos fazer além de fechar o local e ir para outros locais onde pelo menos pudéssemos comprar comida.

O que aconteceu foi algo completamente diferente do que havíamos preparado.

Acho que o que quero dizer é que, dentro de nossos meios, nos preparamos mais ou menos adequadamente, mas o que realmente aconteceu foi algo completamente diferente para o qual não tínhamos preparado.

Preparamo-nos para algumas das consequências de turbulência, agitação, tumultos e crimes. Conseguimos ficar na encolha por um tempo e nos defender silenciosamente e seriamente, sem precisar sair do nosso refúgio. Os problemas de escassez começaram lá por volta de 2013-2014. Naqueles anos, foi a última vez que lembro que poderíamos comprar grandes quantidades de farinha de trigo, farinha de milho para fazer arepas, macarrão, leite em pó e UHT, arroz, e outros mantimentos.

Um colapso econômico durante tanto tempo parecia algo totalmente fora de questão. Era totalmente imprevisível. Eu esperava uma pandemia ou um golpe de estado muito antes desse cenário faminto de zumbi.

Sabíamos que algo perturbador aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nós poderíamos sentir isso na atmosfera ... mas nada como o que aconteceu. Nós nunca pensamos que seria impossível encontrar uma bateria, óleo de motor ou gasolina (Caramba, este era um país produtor de petróleo!) ou que as crianças seriam colocadas em perigo na porta de suas escolas. No pior dos nossos pesadelos que poderíamos ter imaginado, um de nossos gatos resgatados que realocamos com um de nossos amigos em um bairro sofreu uma morte horrenda (por favor, não peça detalhes).

Nunca poderíamos imaginar que os funcionários das empresas estatais de petróleo e eletricidade seriam ameaçados de prisão por traição se tentassem deixar o emprego para deixar o país. Porque isso é o que está acontecendo. Quando descobri isso, senti uma profunda sensação de alívio, como nunca na minha vida, por ter saído antes. O único sentimento semelhante em que consigo pensar foi quando meu último filho nasceu, e os médicos me disseram que ele estava bem e não havia motivos para se preocupar.

Sob a situação atual, sofrer acusações tão terríveis é um pesadelo completo. Mas com a renda do trabalho freelance online, conseguimos pelo menos manter a casa funcionando, sem o pequeno salário que já foi mais do que suficiente para uma boa vida. Sem ele ... nossa família teria sido condenada à morte, não importando nossas preparações.

Portanto, deixar e deixar o país (e minha família) para trás foi uma das escolhas mais difíceis em nossas vidas, mas as mais sólidas e as mais seguras a longo prazo. Evitar o risco potencial de ser (falsamente, é claro) acusado de traição e entrar em um problema confuso, já é um grande benefício. Sempre dei confiança à intuição feminina. Quando minha esposa e eu conversamos sobre como as coisas estavam indo mal e a decisão de sair antes de piorar, eu sabia que era a intuição dela falando.

Nunca imaginamos que o dinheiro seria outra mercadoria e que os preços seriam muito diferentes se você tentasse pagar com cartão de débito em vez de dinheiro. Se você pagar com cartão de débito, o preço será o dobro do valor pago em dinheiro. Isso não é surpreendente: a taxa do caixa circulante para o não circulante é profundamente distorcida. Há pessoas que VENDEM o dinheiro: você os transfere um milhão de BsF para as contas bancárias deles, eles oferecem 500 ou 600.000 em dinheiro. E isso é o suficiente para duas dúzias de ovos e um pouco de queijo.

Em retrospecto, o que poderíamos ter feito para nos preparar para a situação atual? Vejamos.

Sim, eu sei como isso soa. Mas eu não ligo para algumas coisas que eu sei que esses FDPs podem fazer, como um cara sendo baleado a 30 metros da pessoa que me contou a história de um criminoso em uma motocicleta, e eu e minha família quase sendo parados na estrada deserta às 20h no meio do nada, com um tronco no meio do caminho (eu só pisei fundo no acelerador e passamos por cima).

Não há como estocar massas e outros produtos secos por um período tão longo sem comprar outra casa ou construir um segundo andar, acrescentando cerca de 60 ou 70 metros quadrados à casa. E mesmo assim teria sido arriscado: alguém assistindo no momento errado e estaríamos em apuros, acusados ​​de “acumular” e blá-blá-blá (insira aqui sua desculpa “socialista” favorita por roubar propriedade privada). Nossos bens teriam sido apreendidos, os 10% vendidos em público para "os pobres" pelos jornais do governo e os 90% roubados por quem saberá.

Se suprir de proteínas com nossa situação atual nesse bairro é muito mais difícil. Não há muito espaço. Coelhos e outros roedores estão fora de questão, já que as moscas que seus cocô atraem aqui nos trópicos são um problema e economicamente inviável. Os produtos de limpeza e alimentos são muito caros e, como você deve supor, escassos. As pessoas nos chalés já estarão muito melhor preparadas do que nós, moradores de cidades nerds e viciados em café.

Sob esse prisma, parece que as melhores escolhas seriam se mudar para uma cabana na floresta, não acha? Mas não é tão fácil.

Nossas leis não aprovam a educação em casa; Dirigir uma hora do chalé para a escola todos os dias está fora de questão, porque é quase impossível conseguir peças e consumíveis para automóveis ou muito caros.

O crime está ficando cada vez mais terrível. Uma cabana com colheitas e gado é um alvo fácil para pessoas famintas que são preguiçosas e ignorantes demais para se preparar (quando podem). Conseguir algo como uma espingarda de defesa só traria mais problemas. Os bandidos vêem isso como uma atração grande demais para resistir. Como armas e munições são escassas, elas são um verdadeiro tesouro. Eles sabem onde você está, estão organizados e têm os contatos adequados para poder colocá-lo em uma posição muito difícil.

Seria muito pior derrubar alguém tentando invadir sua própria casa, pois eles nunca roubam sozinhos. As leis de auto-defesa doméstica não se aplicam, a menos que o falecido tenha sido um criminoso "inconveniente", e se for esse o caso, é provável que muitos de seus amigos sejam parecidos. Uma segunda visita, talvez com bandidos mais preparados, porque eles sabem que você será capaz de fazer o que for necessário e não dará mole pra ninguém.

Ou pior, os policiais e juízes processarão o proprietário da residência porque ele é uma 'ameaça para o governo'. Roubarão as coisas da casa dizendo que são possível 'produtos de um crime' e o proprietário não poderá provar o contrário de dentro da prisão. Conheço várias pessoas que tiveram que pagar mensalmente à milícia guerrilheira os produtos que eles preferiam vender com prejuízo.

Tendo filhos para cuidar e cuidar, a opção do lobo solitário não é realmente uma opção. Se o esconderijo dele não estiver suficientemente longe ou bem escondido, mais cedo ou mais tarde alguém o descobrirá. A melhor opção é unir-se a outras famílias, cada uma em sua cabana, e construir uma rede de comunicações suficientemente confiável e com bom backup, caso algumas matilhas tentem atacar. Eu sei que isso seria muito mais fácil para o povo dos EUA, pois o acesso a todos os tipos de ferramentas de defesa deles é muito melhor.
Por J G Martinez D
https://www.theorganicprepper.com/never-imagined-happened-venezuela/
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2019.12.02 04:01 JairBolsogato Os Quatro Estágios da Venezuelização - Brasil chegou ao Estágio 2

Ao olhar para o colapso da Venezuela, vejo que nada do que aconteceu era novo. Como muitos outros países que passaram por circunstâncias semelhantes podem atestar, passamos por quatro estágios de colapso.

Estágio 1) O Exílio

O primeiro estágio foi o exílio, voluntário para os destacados membros da oposição do mundo político, e que puderam prever e sentir os primeiros impactos da máfia delinqüente.
São políticos que entenderam exatamente do que se tratava a tomada do Supremo Tribunal em 2015: uma apreensão e consolidação de poder sobre a ocupação do sistema de Justiça, subordinada à figura do presidente. Isso impediria qualquer tentativa adicional de julgar os políticos do Partido Socialista e qualquer pessoa que colaborasse com eles, independentemente dos crimes cometidos.
É muito provável que eles tivessem informações em primeira mão e sabiam o que estava por vir. Eles tentaram avisar toda a população do que estava chegando. Alguns ainda o fazem, como Pablo Aure, ou o jornalista Braulio Jatar (prisioneiro em casa e não pode fazer declarações públicas) e a jornalista Tamara Suju, e receberam as primeiras ameaças, os primeiros encarceramentos e até proibições de participação política. Possíveis candidatos da oposição, como Leopoldo Lopez e Capriles, não são mais uma opção: foram totalmente vendidos e corrompidos. (Capriles recebeu dinheiro de subornos da Odebrecht, de acordo com declarações do CEO).

Estágio 2) A migração da classe média alta

O segundo estágio foi a migração da classe média alta.
Os profissionais que puderam ver lentamente a qualidade de vida diminuindo e, apesar de possuírem propriedades e famílias ampliadas, decidiram escapar. Dado o bom nível de educação (muitos deles com estudos do 4º nível), eles puderam passar pelo processo sem muita luta.
Afinal, isso aconteceu em muitos países e não fomos a exceção. Felizmente, a educação universitária gratuita (algo que diferenciava a Venezuela de outros países da América do Sul) permitiu o acesso a estudos de terceiro nível àqueles que realmente apreciavam, e mais a capacidade financeira e resistência necessárias para completá-los e se tornarem profissionais (geralmente com a ajuda de toda a família).
Muitos profissionais de medicina, saúde, engenharia e direito vêm da classe média baixa, assim como eu e quase toda a minha família. Existem muitas histórias sobre a avó ter que vender “arepas” nas ruas ou limpar casas e escritórios, apenas para que seus filhos e filhas pudessem se tornar operários de fábrica ou técnicos de nível médio, e seus descendentes pudessem se tornar médicos, advogados e engenheiros.
As receitas do petróleo, investidas em boa educação nas décadas de 80 e 90, foram um dos nossos pontos fortes. No entanto (lembra-se da chamada “Revolução Cultural na China”?) Depois que a ala esquerdista tomou conta do país, isso mudou drasticamente. Os recursos para universidades e instituições educacionais patrocinadas pelo estado foram cortados. Os salários dos profissionais da educação são uma piada, assim como a maioria dos salários da classe trabalhadora.
A implantação da doutrina esquerdista nas instituições educacionais do exército permeou e minou a educação republicana, permitindo uma influência "revolucionária" que resultou extremamente tóxica para os valores éticos e morais que nossas forças armadas já tiveram. O respeito à nossa Constituição não existe mais, nem no Exército. Em nome da chamada "Revolução" que não existe mais, mas nas palavras rasas e vazias que compõem os discursos cada vez mais fracos, arrogantes (e agora desesperados) dos expositores da máfia, nossa Constituição foi pisada, rasgada e destruída. violou um número esmagador de vezes.
Os dissidentes, como eu, que uma vez perceberam onde isso realmente estava indo, agora são as maiorias e estão sendo subjugados pela fome e pelas doenças. A maioria dos oficiais militares está agora sob uma vigilância rigorosa das organizações de inteligência, e talvez outras que nem conhecemos.
A desmontagem da estrutura antiga do exército republicano já está completa, com oficiais jovens e analfabetos, com escalões médios-altos, mas sem nenhuma instrução formal para merecê-los e total impunidade. As classificações são para fornecer "autoridade", passar por todas as postagens sem ser verificado e prender pessoas sem ordem judicial. E, claro, isso é ilegal, mas eles fazem de qualquer maneira. Antes do desastre Hugo Chávez, mandar alguém para a prisão não era tão fácil. Hoje em dia, as pessoas são presas apenas por twittar como estão putas com a máfia. Isso pode ser verificado nas redes sociais como Twitter e Facebook.
Não era minha intenção escrever um artigo meramente político, mas aqui vai. As consequências dessa bagunça política é o que nos expulsou do nosso país.

Estágio 3) Confisco da propriedade privada

Isso é incrivelmente doloroso para mim, pois o terceiro estágio parece ter começado em 2018: tirar as propriedades particulares das mãos dos proprietários desarmados. Em Villa Rosmini, cidade de Maracaibo, Zulia afirmam que demoliram o portão de um condomínio com uma empilhadeira quando os vizinhos se recusaram a permitir a entrada de policiais e bandidos.
Não houve nem um tiro nas “autoridades” que destruíam a propriedade privada: a polícia estava lá protegendo o operador da empilhadeira.
Eles vão "redistribuir" as casas vazias às gangues dos Colectivos e vão espionar para o governo e coletar informações sobre os vizinhos.

Estágio 4) Detendo dissidentes

Na terceira etapa coletam informações para a máfia comunista usar na etapa seguinte. Quando eles irem de casa em casa após a quarta etapa, prepararão campos de concentração para os dissidentes, como já aconteceu na Rússia e na China.
Eu sabia que isso ia acontecer, depois de testemunhar o "Tio" Hugo apreendendo prédios no centro de Caracas, para "redistribuí-los" aos "pobres", uns caras que ninguém sabia quem eram. Nos apressamos em pegar nossos passaportes logo depois disso por precaução.
Muitas pessoas riram de mim. Agora eles não riem. Especialmente aqueles que não podiam deixar o país.
Mal acredito que estou escrevendo sobre isso agora. Mas sei que às vezes a realidade supera nossas fantasias mais loucas. Embora nunca tenha sido um homem muito religioso, não posso deixar de notar a intervenção de Deus em minha vida e realmente agradeço todos os dias por todas as minhas bênçãos.

Venezuela é um estado falido

Começou lentamente, mas a tinta na parede está lá, fresca e pingando por todo o lugar. A máfia fez do Estado um fracasso, saqueou nossa riqueza nacional, aprisionando violentamente os que se opunham a isso e gerando um terror constante nos cidadãos. Essa é uma técnica usada meticulosamente nos governos totalitários de esquerda (e nazistas), com um toque moderno, se você quiser.
As sanções internacionais trabalham contra eles, até certo ponto. Mas isto não é o suficiente. Destruir um portão com uma empilhadeira só porque os vizinhos não querem que seu condomínio fique cheio de bandidos, morando perto de seus filhos e idosos ... isso é uma espécie diferente de terror. É uma total falta de respeito por propriedades e pessoas. Isso merece ser punido e muito severamente. É uma intimidação aberta.
É um crime contra a nossa Constituição e os direitos que uma vez foram garantidos por ela.
Por Jose G Martinez D
https://www.theorganicprepper.com/stages-collapse-venezuela/
Jose é um profissional de classe média alta. Ele é ex-trabalhador da empresa estatal de petróleo com um diploma de bacharel em uma das melhores universidades nacionais. Ele tem uma pequena família de 4 membros, mais dois gatos e um cachorro. Um SUV velho, mas em boa forma, uma boa casa de 150 metros quadrados em um bairro agradável, em uma cidade pequena, mas (anteriormente) próspera, com dois shoppings de tamanho médio.
José é um prepper e compartilha seus relatos de testemunhas oculares e histórias de sobrevivência desde o colapso de sua amada Venezuela. Graças à ajuda das pessoas pela internet, José tirou sua família da Venezuela. Atualmente, eles estão começando uma nova vida em outro país. Siga Jose no YouTube e obtenha acesso ao seu conteúdo exclusivo no Patreon.
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